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Honda New City entra na disputa do segmento "hatch compacto premium"

Hatchback, que substitui  o compacto Fit, começa a ser vendido neste mês nas versões EXL por R$ 114.200 e Touring por R$ 122.600

Tempo de leitura: 8min
Publicado em 03/03/2022 às 11h48
Lançamento nacional do Honda New City hatchback
Ao posicionar o New City hatch como “hatch compacto premium”, a Honda pretende atingir um público mais jovial e que valoriza um design esportivo. Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

“Premium” é um dos adjetivos mais empregados pela indústria automotiva para definir seus produtos. O vocábulo é uma anglicização do termo em latim “praemium”, que originalmente tinha o sentido de “recompensa” mas que, em inglês, passou a significar “de alta qualidade”. Agora, é a Honda que inicia a pré-venda nacional da versão hatchback do New City, apresentado como um “hatch compacto premium”, um nicho disputado por modelos como o Volkswagen Polo, o Peugeot 208 e o Toyota Yaris.

Lançado no Brasil em 2009, o compacto produzido em São Paulo pela Honda era denominado apenas como City e vendido somente na versão sedã. Com a responsabilidade de substituir o monovolume compacto Fit, que deixou de ser produzido no Brasil no final do ano passado, o inédito New City hatch investe em um amplo espaço interno, na versatilidade do Magic Seat, sistema de rebatimento dos bancos para otimizar o transporte de volumes – e nos equipamentos de segurança. As vendas do novo hatchback se iniciam neste mês de março nas versões EXL por R$ 114.200 e Touring por R$ 122.600. Os preços sugeridos valem para todo o território nacional, exceto para o Estado de São Paulo e para a cidade amazonense de Manaus.

Com seus 4,34 metros de comprimento, 1,50 metro de altura, 1,75 metro de largura e 2,60 metros de entre-eixos, o New City hatch é exatos 20 centímetros mais comprido que o concorrente compacto Yaris e apenas 11 centímetros mais curto em relação ao hatch médio Chevrolet Sport6. A percepção de tamanho ampliado é reforçada pela carroceria longa, larga e baixa e explicitada pelo largo friso cromado frontal no estilo “sorriso metálico” e pelos vincos da carroceria.

Os faróis e lanternas tem tecnologia de leds, na versão Touring, são em full-led, com luzes indicadoras de direção, fachos baixo e alto, DRL e auxiliares de neblina em leds, enquanto na EXL apenas o DRL é com leds. As rodas são de liga leve com aro de 16 polegadas em todas as versões, com acabamento frontal diamantado e pintura na cor preta. Os retrovisores externos são posicionados na porta e não na coluna frontal, para aumentar o campo de visão.

No interior, os bancos frontais têm um Sistema de Estabilização Corporal, tecnologia para melhorar o suporte do corpo e reduzir a sensação de cansaço. O Magic Seat conta com quatro modos de utilização e permite acomodar objetos de diferentes dimensões. As versões EXL e Touring trazem botão de partida do motor, sistema de travamento e abertura por aproximação da chave (Smart Entry), ar-condicionado digital e automático, espelhos com rebatimento automático, central multimídia “touchscreen” de 8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem-fio, câmera de ré com multivisão, sensores de estacionamento traseiros, bancos revestidos em couro e painel digital de TFT de 7 polegadas multiconfigurável.

Lançamento nacional do Honda New City hatchback
A paleta de cores do novo hatchback parte da sólida Branco Tafetá, passa pelas metálicas Azul Cósmico, Prata Platinum e Cinza Barium e chega às perolizadas Branco Topázio, Preto Cristal, Vermelho Mercúrio e à inédita Cinza Grafeno. Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

Com cabeçote, bloco e cárter em alumínio, o motor é um quatro cilindros aspirado 1.5 16V DI DOHC i-VTEC. Conta com dois comandos de válvulas no cabeçote – um para as oito válvulas de escape e outro para as oito de admissão. O sistema de injeção direta de combustível permite maior taxa de compressão e maior otimização da queima da mistura ar/combustível, para gerar mais eficiência e potência.

O motor trabalha em conjunto com o câmbio CVT – com modo “Sport” e paletas no volante para acionamento manual das marchas simuladas. A potência é de 126 cavalos a 6.200 rpm, tanto com etanol quanto com gasolina, enquanto o torque fica em 15,8 kgfm com etanol e em 15,5 kgfm com gasolina, sempre aos 4.600 giros.

Lançamento nacional do Honda New City hatchback
O modelo vem com motor 1.5L DOHC VTEC flex em alumínio com injeção direta de combustível. Potência: 126 cavalos a  6.200 rpm (gasolina ou etanol). Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

As versões sedã e hatch do New City são os primeiros Honda produzidos no Brasil a embarcarem o pacote de assistência à condução Sensing, em ambas as carrocerias, apenas na versão Touring. Ele reúne cinco funções: ACC (controle de cruzeiro adaptativo, que auxilia o motorista a manter uma distância segura em relação ao veículo detectado à sua frente), CMBS (sistema de frenagem para mitigação de colisão - aciona automaticamente o freio ao encontrar uma possível colisão frontal), LKAS (observa as faixas de rodagem e ajusta a direção com o objetivo de auxiliar o motorista a manter o veículo centralizado nas linhas de marcação), RDM (detecta a saída da pista e ajusta a direção com o objetivo de evitar acidentes) e AHB (comutação noturna automática dos fachos baixo e alto dos faróis de acordo com a situação).

De série, as duas versões do New City hatch trazem itens de segurança como assistente de estabilidade e tração (VSA), assistente de partida em rampa (HSA), sistema de luzes de emergência (ESS), seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), estrutura de deformação progressiva ACE, sistema Isofix para fixação de assentos infantis, alerta de baixa pressão dos pneus e câmera de ré com multivisão.

Ao posicionar o New City hatch como “hatch compacto premium”, a Honda pretende atingir um público mais jovial e que valoriza um design esportivo, diferente do perfil mais conservador normalmente atribuído aos compradores de sedãs. Para esses, está direcionada a versão de três volumes do New City, que já está nas concessionárias desde o início de janeiro, com preços cerca de R$ 4,5 mil acima das mesmas versões hatch EXL e Touring.

A paleta de cores do novo hatchback parte da sólida Branco Tafetá, passa pelas metálicas Azul Cósmico, Prata Platinum e Cinza Barium e chega às perolizadas Branco Topázio, Preto Cristal, Vermelho Mercúrio e à inédita Cinza Grafeno (a do modelo testado). O interior é sempre em preto.

EXPERIÊNCIA A BORDO: INTELIGÊNCIA ESPACIAL

No interior do New City hatch Touring, chamam a atenção a qualidade dos materiais e do acabamento, em um nível elevado em relação ao padrão dos hatches compactos nacionais. Sobra espaço para pernas e cabeças na frente e atrás, onde três adultos viajam com razoável conforto. A posição de dirigir é fácil de se encontrar, com coluna de direção com regulagem de altura e profundidade. O volante multifuncional permite operar desde a multimídia aos sistemas semiautônomos.

O painel de estilo esportivo oferece correta visualização das informações e os bancos dão bom apoio ao corpo. Para reforçar a segurança, além das tecnologias do sistema Sensing – que chegam a frear o carro automaticamente para evitar acidentes –, a versão “top” do New City agrega sensores de estacionamento dianteiros e o LaneWatch, assistente para redução de ponto cego que disponibiliza na tela do multimídia imagens de uma câmera no espelho do lado do passageiro, quando a seta para a direita é acionada.

Lançamento nacional do Honda New City hatchback
Além das tecnologias do sistema Sensing, que chegam a frear o carro automaticamente para evitar acidentes, a versão “top” do New City agrega sensores de estacionamento dianteiros e o LaneWatch, assistente para redução de ponto cego. Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

Os recursos semiautônomos da versão Touring impressionam, mas o destaque interno do New City é o Magic Seat, o sistema de modularidade “herdado” do Fit. Com seus quatro modos de utilização (“Utility”, “Long”, “Tall” e “Refresh”), viabiliza acomodar objetos de dimensões normalmente inviáveis em compactos. No modo Utility, por exemplo, o espaço chega a 1.168 litros de volume, superando os 1.045 litros disponíveis no Fit. Contrastando com o aspecto geral de modernidade e de otimização dos espaços, uma pouco contemporânea alavanca de freio de estacionamento ocupa a área entre os bancos frontais – o New City não oferece freio eletrônico de estacionamento.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: ASPIRADO E INSPIRADO

O sistema de injeção direta de combustível é um reforço importante na capacidade técnica do motor 1.5 aspirado do New City. A potência máxima é de 126 cavalos a 6.200 rpm, tanto com etanol quanto com gasolina – com este último combustível, o New City tem a maior potência do segmento, superando, inclusive, os modelos equipados com motor turbo.

A injeção direta possibilita maior taxa de compressão e maior otimização da queima da mistura ar/combustível, o que resulta em aumento da eficiência. Também otimizado pela injeção direta, o torque máximo de 15,8 kgfm só aparece em elevados 4.600 giros, porém, grande parte dele já está disponível a partir de 2 mil rpm. Dentro de sua proposta, o hatch tem um rodar macio. No entanto, o uso dos “paddleshifts” para acionamento manual das 7 marchas simuladas no volante e o modo “Sport” ajudam a tornar o desempenho mais instigante. Já o modo “Econ” suaviza as respostas do acelerador e câmbio para priorizar a redução do consumo. A suspensão é confortável e mais firme que a do City anterior.

No câmbio CVT do New City, duas novidades em relação ao da geração antiga. O Step-shift funciona como um “kick-down” – a central de gerenciamento eletrônica do CVT coordena as trocas nos pontos fixos das marchas, antecipando a sensação da mudança. Já o EDDB (Early Down-shift During Braking) auxilia em situações de descida.

Ao notar que o motorista está pisando no freio para conter o ganho de velocidade por conta da inclinação, o CVT assume uma relação, resultando em maior aplicação de freio-motor. A ação é automática e amplia a segurança sem afetar o consumo – outro aspecto no qual o New City faz bonito. De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), o New City hatchback tem consumo na cidade de 9,1/13,3 km/l (etanol/gasolina) e, na estrada, de 10,5/14,8 km/l, respectivamente. Números que renderam uma classificação A no PBE.

FICHA TÉCNICA

Lançamento nacional do Honda New City hatchback
Honda New City hatchback Touring. Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix
  • Motor: 1.5L DOHC VTEC flex em alumínio com injeção direta de combustível
  • Potência: 126 cavalos / 6.200 rpm (gasolina ou etanol)
  • Torque: 15,8 kgfm a 4.600 rpm (etanol) e 15,5 kgfm a 4.600 rpm (gasolina)
  • Transmissão: automática do tipo CVT com “paddles shifts”
  • Tração: dianteira
  • Suspensão: dianteira com MacPherson e traseira com barra de torção
  • Rodas e pneus: liga leve aro 16'' e 185/55R16
  • Dimensões: 4,34 metros de comprimento, 1,50 metro de altura, 1,75 metro de largura e 2,60 metros de entre-eixos.
  • Peso em ordem de marcha: 1.180 quilos
  • Volume do porta-malas: 268 litros
  • Tanque de combustível: 39,5 litros
  • Preço: R$ 122.600, exceto para o Estado de São Paulo e para a cidade de Manaus (AM)

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