Publicado em 27 de março de 2026 às 16:09
- Atualizado há 2 horas
As vendas financiadas de veículos no Brasil atingiram 575 mil unidades em fevereiro de 2026, englobando automóveis leves, motocicletas e veículos pesados. O resultado, baseado em dados da Trillia (unidade de negócios da B3), indica uma expansão de 2% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro bimestre, o setor registra 1,165 milhão de unidades financiadas, alta de 3,3% sobre o ano anterior. >
O segmento de veículos usados segue como o principal motor do crédito automotivo nacional. Em fevereiro, os usados registraram alta de 2,1% nas transações financiadas frente a fevereiro de 2025. Já o emplacamento de veículos novos adquiridos por meio de crédito apresentou um crescimento ligeiramente inferior no mesmo recorte comparativo, com avanço de 1,9%.>
Na análise sequencial entre janeiro e fevereiro de 2026, houve uma retração de 6,1% no volume total de financiamentos. O movimento foi puxado pela queda de 10,2% nos usados, enquanto os modelos zero-quilômetro sustentaram uma leve alta de 0,8%. De acordo com a Trillia, a oscilação mensal é atribuída ao menor número de dias úteis em fevereiro, visto que a média por dia útil mantém trajetória de crescimento.>
Paralelamente ao volume de contratos, a Tabela Auto B3 indicou uma deflação nos preços praticados no mercado. Em fevereiro, o valor médio de transação dos veículos novos recuou 1,4%, com baixas mais acentuadas nos segmentos de sedãs e picapes compactas. SUVs e picapes médias também registraram retrações, embora em menor escala que a média do mercado. >
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No mercado de usados, a tendência de queda nos preços também foi observada, com recuo médio de 1,0% no mês. A desvalorização atingiu de forma mais severa os SUVs, sedãs e picapes derivadas de automóveis. Hatchbacks e picapes compactas foram as categorias que apresentaram os menores ajustes de preço durante o período.>
A manutenção da trajetória positiva no acumulado do ano, com 37 mil unidades a mais que o primeiro bimestre de 2025, sinaliza um ambiente de crédito funcional. A redução nos preços de transação, somada à demanda aquecida por financiamentos, configura o cenário atual da indústria para o restante do primeiro semestre de 2026.>
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