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Tadej Pogacar é bicampeão da Volta da França; Cavendish não quebra recorde de vitórias

Esloveno festeja o titulo e ainda foi o melhor jovem e melhor montanhista, Britânico termina em 3° e segue empatado com os mesmos 34 triunfos em etapas com Eddy Mercx
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Publicado em 18/07/2021 às 12h22
Atualizado em 18/07/2021 às 15h31
 Crédito: Pogacar levanta troféu após vitória (ANNE-CHRISTINE POUJOULAT / AFP
Crédito: Pogacar levanta troféu após vitória (ANNE-CHRISTINE POUJOULAT / AFP

A edição de 2021 do Tour de France, que se encerrou neste domingo confirmando o bicampeonato do esloveno Tadej Pogacar (Emirates), terminou em grande estilo. A 21ª etapa, com chegada em Paris, tinha como maior atração a possibilidade de o britânico Mark Cavendish (Quick Step) terminar em primeiro lugar e passar a ser o maior vencedor de etapas na história da prova (que está em sua 108ª edição).Cavendish terminou em terceiro, após uma disputa incrível com dois belgas: Wout Van Aert (Jumbo Visma), o vencedor, e Jasper Philipsen (Alpecin-Fenix). E foi Aert que fez história. Ele venceu três das 21 etapas, mas obteve um feito raríssimo: se tornou o primeiro ciclista desde os anos 70 a conseguir vencer, numa mesma edição, uma etapa de montanha, uma etapa de contrarrelógio e uma etapa plana.

Cavendish x Aert

Cavendish, líder por pontos (camisa verde), entrou na prova empatado nas vitórias em etapas com Eddy Merckx, belga que é o Pelé do ciclismo e reinou nos anos 60 e 70 neste esporte, com 34. O britânico entrou como favorito, já que era uma prova plana com chegada sob medida para velocistas. Como ele já tinha vencido quatro das oito etapas planas desta edição, todas as atenções estavam voltadas para o britânico da Quick Step.

Após as seis voltas em torno do Arco do Triunfo, os velocistas se posicionaram. Porém, Wout van Aert se posicionou na frente nos 200 metros finais, manteve Cavendish encaixotado entre ele e Jasper Philipsen/BEL (Alpecin-Fenix) e celebrou uma vitória que também entrou para a história. O tempo foi de 2h39min37s. Mesmo tempo dos 100 primeiros colocados.

Agora Van Aert embarca para o Japão e é apontado como favorito para a medalha de ouro na prova de ciclismo estrada e um dos mais cotados na prova de contrarrelógio.

Mas Cavendish sai em alta. Ganhou a Camisa Verde (campeão por pontos), a segunda mais importante do Tour de France. E pode quebrar o recorde na edição de 2022, já que até lá deve seguir em alto nível e defendendo uma das grandes equipes do ciclismo.

Título para Pogacar

Como é tradição, a ultima etapa é uma tremenda festa para a coroação do campeão, com direito até a foto dos atletas tomando champanhe durante as pedaladas. Tadej Pogacar, com mais de cinco minutos, foi celebrado pelos outros ciclistas, pelo público e apenas "cumpriu tabela", já que em provas planas todos os ciclistas chegam em bloco e com o mesmo tempo do líder.

Assim, a sua única possibilidade de não levar o título seria sofrer alguma queda ou mal súbito, o que era algo improvável. Pogacar, que tem 22 anos, venceu três etapas e liderou o Tour desde a oitava etapa. Além de dono da camisa amarela (campeão por tempo, o mais importante), ele levou a camisa branca com bolinhas (para o campeão entre os montanhistas) e a camisa branca (campeão entre os atletas mais jovens, até 25 anos).Pogacar celebra na chegada (ANNE-CHRISTINE POUJOULAT / AFP)Em segundo lugar geral ficou o dinamarquês Jonas Vingegaard (Jumbo Visma), 5m20s atrás do vencedor. A terceira posição foi do equatoriano Richard Carapaz (equipe Ineos). Carapaz é o primeiro latino-americano que não é colombiano a conseguir ficar no pódio nas três principais provas do ciclismo na história. Ele venceu a Volta da Itália em 2019 (quando defendia a equipe Movistar) e já foi o segundo colocado na Volta da Espanha em 2020.

Para entender

Normalmente, o dono da Camisa Verde (por pontos) é um velocista, pois há muitas etapas planas e o vencedor ganha 50 pontos por vitória (30 pontos em 2º) e em todas as provas há etapas intermediárias que valem pontos. Porém, normalmente eles ficam muito atrás na classificação geral. Isso ocorre por um motivo.

Nas etapas planas, todos chegam em bloco. Os vencedores recebem a pontuação da prova, mas o tempo é igual para todos que chegar no pelotão (normalmente 80/100 ciclistas). Já na etapa de montanha, os velocistas ficam muito atrás. Um exemplo é o de Mark Cavendish. Foi quem mais venceu etapas, quatro, mas terminou em 139º lugar entre os 141 ciclistas que terminaram as 21 etapas, 4h34min14s atrás do campeão geral Tadej Pogacar

CLASSIFICAÇÃO FINAL DA VOLTA DA FRANÇA APÓS 21 ETAPAS

Geral (Camisa amarela)1º Tadej Pogacar/ESL (Equipe Emirates) 82h56min36s2º Jonas Vingegaard/DIN (Jumbo Visma) +5m20s3º Richard Carapaz/EQU (Ineos Grenadiers) +7m03s4º Ben O'Connor/AUS (AG2R Citroen) +10m02s5º Wilco Kelderman/ALE (Bora) +10m13s6º Enric Mas/ESP Movistar +11m43s7º Alexey Lutsenko/CAZ (Astana) +12m23s8º Guillaume Martin/FRA (Cofidis) +15m33s9º Peio Bilbao/ESP (Bahrain) +16m04s10º Rigoberto Uran/ESP (EF Education) +18m34s

Por pontos (Camisa Verde)1º Mark Cavendish/ING (Quick Step) 337 pontos2º Michael Matthews/AUS (Bike Exchange) 2913º Sonny Colbrelli/ITA (Bahrain) 2274º Jasper Philipsen/BEL (Alpeci Fenix) 2165º Wout Van Aert/BEL (Jumbo Visma) 1716º Matej Mohoric/ESL (Bahrain) 1637º Julian Alaphilippe/FRA (Quick Step) 163

Melhor montanhista (Camisa Branca de bolinhas)1º Tadej Pogacar/ESL (Emirates) 107 pontos2º Wouter Poels/HOL (Bahrain) 88 3º Jonas Vingegaard/DIN (Jumbo-Visma) 82 4º Wout van Aert/BEL (Jumbo-Visma) 685º Nairo Quintana/COL (Team Arkea-Samsic) 66

Mais jovem (Camisa branca)1º Tadej Pogacar/ESL (Equipe Emirates) 82h56min362º Jonas Vingegaard/DIN (Jumbo Visma) +5m20s3º David Gaudu/FRA (Groupama-FDJ) +21m50s

Por equipe*1º Bahrain - 249h35m59s2º EF Education + 19min12s3º Jumbo-Visma + 1h11min35s

* Para a soma, os três melhores colocados de cada etapa por equipe tem os pontos somados.

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