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Publicado em 20 de setembro de 2025 às 21:06
A principal franquia de MMA da América Latina levou emoção e adrenalina à Vila Velha. O Jungle Fight 140 aconteceu no ginásio do Tartarugão, na noite deste sábado (20), A Gazeta Esportes realizou a cobertura em tempo real com o resultado de todas as lutas. Ao todo, foram 10 capixabas disputando 9 das 14 lutas da noite, além dos dois confrontos que marcaram as semifinais do Fight do Milhão e decidiram as lutadores que vão disputar o prêmio de R$ 500 mil.>
O primeiro embate da noite começou com chute na perna desferido por Mathias Melgaço, mas apesar do golpe que trouxe o público para junto do atleta capixaba, o lutador da casa foi travado na grade na sequência e aceitou a queda ao tentar uma guilhotina. Poucos minutos depois, Matheus foi derrotado após diversos golpes no chão.>
"Já sabia que ele era um moleque bom no alto e habilidoso. Essa é a minha 17ª luta e venho fazendo isso em todas. É um jogo que está prevalecendo, o jiu-jítsu e o wrestling. É botar para baixo e apertar. Tenho apenas 19 anos, já tenho cartel de 12-0 no amador e agora estou 5-1 no profissional. Para um moleque de 19 anos, estar com isso é uma coisa muito espetacular. Eu venho treinando desde criança, e já almejo o cinturão", disse o carioca.>
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O primeiro round foi controlado, em maior parte, por Kauê Araújo, que acertou os melhores e mais constantes golpes. João Luna, que passou os primeiros minutos apostando em encontrar um golpe derradeiro, colou o adversário na grade e os lutadores se aventuraram na trocação na curta distância, com o capixaba desferindo os melhores golpes. >
Já no segundo round, João se aproveitou do bom início para levar a luta para o chão e tentar controlar, mas teve a posição revertida rapidamente e terminou a etapa correndo riscos. A última parte do combate evidenciou um plano claro por parte de João. O lutador, que treina na academia Vitória Combat, buscou repetidamente levar o confronto para o solo e manter domínio, mas não obteve sucesso em controlar as posições e teve que se adaptar ao jogo adversário. O embate terminou empatado após decisão dos juízes. É importante ressaltar que Kauê Araújo perdeu um ponto na luta por não ter batido o peso, com 1,2 kg de diferença na balança. >
"Foi uma luta muito boa, acredito que foi uma luta parelha. Mas ele já não bateu o peso ontem, já não fez o compromisso dele, então, eu acho que o trabalho que foi feito aqui foi um trabalho parelho. Eu tive mais ataques que ele, eu tive mais quedas que ele, eu me posicionei mais do que ele. Porém, é isso aí. Não vamos ficar chorando, vamos treinar mais e voltar mais fortes", afirmou João.>
A primeira das três lutas entre dois capixabas na noite terminou com menos de dois minutos. Com domínio completo de Igor Zanuncio, que carrega o apelido de “Makhachev” devido à semelhança com o campeão peso leve do UFC, o combate teve fim rapidamente após um triângulo bem encaixado pelo vilavelhense, que não correu riscos.>
"Segui minha estratégia de fazer o jiu-jítsu e finalizei ele no primeiro round. Finalizando aí meu cartel de 3-0. Três lutas, três lutas ganhando no primeiro round. Um nocaute e duas finalizações. Eu treino muito. É a repetição. A filosofia do judô. Eu vim de projeto social. A vontade de vencer é muito grande. Eu repito mil vezes para conseguir fazer uma vez na luta", disse Igor após a vitória.>
Após um início de primeiro round morno e sem muitos golpes conectados, João Victor Oliveira acelerou as ações e passou a tomar conta do combate, desestabilizando o oponente mais de uma vez com golpes na cabeça. Perto do fim do primeiro assalto, Dennis foi atingido mais uma vez, com um chute no tronco, e não conseguiu continuar na luta, coroando a vitória dominante do baiano por nocaute técnico.>
"Primeiramente eu quero agradecer a Deus por tudo. Na outra luta, tive uma fatalidade de deixar na mão o juiz. Eu creio que ele se equivocou quando deu a vitória para o adversário, então eu vim aqui para mostrar que eu estou pronto para a guerra e busquei finalizar. Papai, minhas filhas, foi por vocês, eu amo muito vocês", declarou o baiano após o triunfo.>
O quinto confronto da noite acabou também pela via rápida. Gustavo Rocha, natural de Minas Gerais, garantiu que a sequência de maus resultados para os capixabas se mantivesse e finalizou Allef Magrão no primeiro assalto com um mata-leão, após conseguir um knockdown enquanto o capixaba estava de guarda baixa.>
"Claro que o resultado não era o que eu estava esperando. Eu não estava me sentindo bem hoje já desde antes da luta, eu vinha falando com o meu córner aqui. Mas a gente é sujeito homem. Se deu o nome para lutar, temos que ir lá e lutar. Lutamos e não deu certo dessa vez. A próxima vai dar", disse Allef após a luta>
A sexta disputa da noite reservou aos espectadores uma guerra em pé. Depois de um acirrado primeiro round, os pesos-mosca Frank “Jagunço” Bispo e Luiz Henrique da Silva voltaram ainda mais elétricos para a segunda parte do combate, mas a empolgação durou pouco e rapidamente o jogo de fintas e entradas de queda ganhou espaço. Apesar disso, o carioca aproveitou o cansaço do lutador da casa, que passou a desferir muitos golpes no vazio, e em um erro de movimentação de Frank, acertou um chute lateral na cabeça do capixaba, que caiu nocauteado.>
"Eu dei o meu máximo, mas a luta estava muito equilibrada. MMA é uma caixinha de surpresa, então sobem dois, mas só um continua subindo até o topo, enquanto o outro tem que descer. Agora é treinar, me dedicar, me esforçar mais, e nada de parar, continuar ativo aí. O moleque é novo, do bem, que continue aí na sua carreira, e eu também não vou desistir ainda, vou voltar a treinar e voltar a competir", disse Frank após a derrota.>
No primeiro duelo sem lutadores capixabas na arena, João Pereira, que não bateu o peso e por isso perdeu parte da bolsa, venceu rapidamente o paraense Emerson Fernandes por nocaute técnico, dominando o adversário e controlando a luta. O embate foi marcado pela velocidade de João, que não teve dificuldades para assegurar a vitória no round inicial.>
O Espírito Santo voltou ao palco da noite com Hamyrez Oliveira, lutador serrano que enfrentou Geovani Barbosa no oitavo combate da noite. Com o objetivo claro de inaugurar a coluna de vitórias de capixabas contra adversários de outros estados na noite, Hamyrez contou com um apoio massivo do público para sair com o triunfo. Após fazer bom primeiro round, o atleta voltou ainda melhor para o segundo e garantiu o resultado por finalização com um mata-leão, levando a plateia ao delírio.>
"Eu vim com o objetivo de fazer o público feliz. Eu sempre que entro no octógono é para dar um show, fazer o meu melhor. E eu busco finalizar a luta o tempo todo. Quando isso não acontece, é mérito para o meu aniversário. Foi muito boa essa vitória, me senti muito feliz. Foi espetacular. É a minha terceira luta nesse ginásio, meu segundo Jungle Fight, e aqui eu estou invicto", comemorou o capixaba.>
Em mais um enfrentamento de capixabas, Yuri Santos levou a melhor sobre Caio Cocão em uma batalha equilibrada que empolgou os espectadores. No segundo round, Yuri, que tinha ficado por baixo no primeiro assalto após ter sido derrubado, conseguiu uma finalização via mata-leão e garantiu a vitória. A chance de ir para o chão surgiu quando o vencedor acertou uma bela cotovelada giratória no adversário e conseguiu um knockdown. Foi a luta foi a que mais empolgou e levantou o público no ginásio, que comemorou muito a vitória de Yuri.>
"Eu achei que o cara ia me matar, e consegui ganhar do mesmo jeito. Se não fosse essa torcida eu não teria essa força. Eu pensei em desistir quando eu entrei, mas eu vi a galera me botando para cima e, graças a Deus, estou aí. Mais uma luta ganha. Eu pensei em desistir quando ele estava sapecando soco. Porrada muito forte, mas gostosa a porrada, porque eu sou lutador e eu gosto é disso mesmo", disse o vencedor.>
Em luta arrastada e vaiada pelo público local, o baiano André Miranda bateu Hyago Silva por decisão unânime dos juízes. O confronto ficou paralisado no segundo round quando o carioca foi atingido com um golpe baixo pelo adversário, que é ex-campeão da categoria dos peso-pesados. >
No último combate envolvendo um atleta local, Abner Rodrigues foi surpreendido e dominado por Geraldo Junio, que controlou o adversário no chão e venceu utilizando seu ground and pound. A derrota capixaba frustrou grande parte do público, que deixou ginásio logo após a luta. Abner sentiu a parte de trás da cabeça depois da última queda, e saiu do octógono visivelmente abalado.>
A primeira semifinal do Fight do Milhão, entre Leidiane Fernandes e Yasmin Guimarães, teve início morno e desanimador para grande parte do público presente, que não se empolgou e permaneceu calado durante a maior parte do primeiro assalto. No segundo round, o combate foi para o chão e Yasmin ficou por cima, mas não fez muito com as posições de dominância que teve e frustrou ainda mais os fãs no ginásio. Na terceira parte, Leidiane começou a apostar cada vez mais nos chutes na perna, que minaram a movimentação da oponente. Ao fim dos 15 minutos, a decisão dividida dos juízes foi melhor para Leidiane.>
"No segundo round eu deixei ela me derrubar, mas tentei sair, tentei pelo menos bater para poder sair. No finalzinho eu consegui sair, eu falei: 'pô, agora é tudo ou nada'. Aí eu consegui voltar, bater, fui para o tudo ou nada. Agora o foco é treinar para pegar a próxima e ver o que a gente vai fazer, e dar uma melhorada na vida", disse a primeira finalista.>
O primeiro assalto do duelo entre Brena Cardozo e Queila Braga foi de muito equilíbrio e poucas ações arriscadas. A segunda parte, por contraponto, teve início enérgico e progrediu com boas conexões de socos por parte da paulista, enquanto Brena buscava o jogo na grade e chutes variados. No round derradeiro o embate ficou mais arrastado e as combatentes, em alerta pelo senso de urgência, passaram a tentar golpes que pudessem encerrar a luta. O tempo, porém, correu completo, e Brena Cardozo saiu com a vitória por decisão unânime dos juízes e se classificou para a final contra a Leidiane Fernandes.>
"Eu treino duro já há um bom tempo. Porque até as minhas lutas, quando eu lutava de graça praticamente, não ganhava nada, me fizeram chegar até aqui. Eu precisava ter um bom cartel, né? E agora, com essa premiação, a determinação só aumenta e eu estou pronta. Segunda-feira já estou na academia, descanso porque a final já é daqui a um mês. Para cima", disse Brena Cardozo, que vai buscar o prêmio de R$ 500 mil.
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