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Contradições na Assembleia

Incrível: PSL se uniu ao PT na votação da Previdência estadual

E essa não foi a única incoerência que marcou a votação: PSDB apoiou reforma no Congresso, mas presidente tucano foi contra aqui; direção nacional do PSB foi contra reforma em Brasília, mas Casagrande, autor do projeto estadual, é um dos líderes da sigla

Publicado em 20 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

20 dez 2019 às 04:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Assumção e Iriny Crédito: Amarildo
A aprovação, na última terça-feira (17), do projeto de lei complementar do governador Renato Casagrande (PSB) que estabeleceu as regras de transição para a nova Previdência estadual – terceira e última parte do pacote – foi marcada, mais uma vez, por algumas incoerências políticas, apontadas entre si por deputados da situação e da oposição. Todos de certo modo estavam certos (mas apenas ao apontar a incoerência do outro).

BANCADA DO P(T)SL

O que dizer, por exemplo, da bancada do PSL? Mais uma vez, como na votação da nova idade mínima e da nova alíquota previdenciária para os servidores estaduais, no dia 25 de novembro, três dos quatro deputados do partido (Capitão Assumção, Torino Marques e Danilo Bahiense) votaram contra o projeto de Casagrande sobre as regras de transição – um arremedo do projeto de autoria do governo Bolsonaro, apoiado por todos eles.
Para votarem contra o projeto de Casagrande, os três deputados do PSL se perfilaram com Iriny Lopes, a única deputada estadual do PT (partido contrário à reforma da Previdência em todas as esferas). Algo que poucos pensaram que chegariam a ver nesta legislatura.

PSDB X PSB

Presidente estadual do PSDB, o deputado Vandinho Leite lembrou que o PSB, partido de Casagrande, fechou questão contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro no Congresso e chegou a punir deputados federais do partido que votaram a favor da reforma, como os capixabas Ted Conti e Felipe Rigoni.
Por sua vez, o líder do governo Casagrande, Eustáquio de Freitas (PSB), lembrou a Vandinho que o PSDB não só apoiou a reforma da Previdência no Congresso como teve papel decisivo na relatoria do projeto de Bolsonaro tanto na Câmara como no Senado.

NYLTON INVADE TERRITÓRIO INIMIGO

Após ser anunciado como pré-candidato a prefeito de Vitória pelo partido Novo no último dia 12, o coronel Nylton Rodrigues está animado e começou a circular bastante para divulgar a pré-candidatura. Na manhã desta quarta-feira (18), durante a última sessão do ano, o coronel da reserva foi ao plenário da Assembleia Legislativa, ao lado do empresário Aridelmo Teixeira, também do Novo. Lá estava o deputado Capitão Assumção, notório desafeto de Nylton.

XAMBINHO E NYLTON NA PAZ

Pouco antes de Assumção subir à tribuna para discursar, o deputado Xambinho (Rede), que presidia a sessão, saudou o coronel Nylton. Xambinho e ele já estiveram juntos no polo de aliados do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), quando Nylton foi secretário municipal de Defesa Social e Audifax sonhava em lançá-lo para sua sucessão na Serra. Ou seja: Nylton e Audifax romperam, mas a relação de Xambinho com o primeiro ficou preservada. Ainda mais agora que Nylton saiu do caminho de Xambinho na eleição a prefeito da Serra…

ENIVALDO SE ADIANTA AO LÍDER

O deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) saiu (aliás, “foi saído”) da liderança do governo, mas a liderança do governo não saiu dele. Durante a votação do Plano Plurianual (PPA) e do orçamento do Estado para 2020, na sessão da última segunda-feira (16), o deputado Adilson Espindula (PTB) havia feito alguns destaques para que o governo Casagrande reservasse mais recursos para programas de assistência social.
Antes que tais destaques pudessem chegar a ser votados, Enivaldo se adiantou e comunicou aos colegas que Espindula havia firmado um acordo verbal com o secretário-chefe da Casa Civil, Davi Diniz, para que o governo suplemente recursos para a área no decorrer do ano que vem. Em seguida (e só em seguida), o líder de fato do governo, Eustáquio de Freitas, confirmou que havia o acordo. Espindula, então, ratificou as palavras de ambos e retirou os seus destaques.

VON DEIXADO À MÍNGUA PELO GOVERNO

Posicionado cada vez mais na oposição e votando sistematicamente contra o governo em plenário, o deputado Carlos Von (Avante) tem sido deixado à míngua pelo Palácio Anchieta. Na última segunda-feira (16) ele estava bem aborrecido. O governador encaminhou à Assembleia veto total ao projeto de lei de sua autoria que declara o município de Guarapari a “Capital do Turismo do Estado do Espírito Santo”.
É um daqueles projetos inofensivos, que valem muito mais pelo valor simbólico e para o seu autor ficar bem junto à população de seu reduto. Mas talvez aí esteja a razão do veto. Von é pré-candidato a prefeito de Guarapari em 2020, fora da base de Casagrande, que tem outro pré-candidato: o ex-vereador e atual subsecretário estadual de Turismo, Gedson Merízio (PSB).

ATÉ “CAPITAL DO PASTEL” PASSA...

O governador não costuma vetar esse tipo de projeto. Dia 6, por exemplo, foi promulgada a lei que transformou Ibiraçu, oficialmente, em “Capital do Pastel no Espírito Santo”.

HÉRCULES PEDE PARA TER PONTO CORTADO

O deputado Hércules Silveira (MDB) costuma se gabar de ser o mais pontual dos 30 deputados estaduais e de não perder nenhuma sessão plenária. Na desta quarta-feira (18), ele chegou quatro minutos atrasado. E, publicamente, no fim da sessão, pediu à Mesa Diretora para ter o ponto cortado.

“VASCAÍNO, MAS EM PRIMEIRO”

Na segunda-feira (16), o próprio presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), reconheceu, com ar fanfarrão, enquanto presidia a sessão: “Chamo para a tribuna o Doutor Hércules, que é vascaíno, mas que ‘sempre às vezes’ está aqui em primeiro lugar”.

Cena Política: Gandini com "bronzeado de candidato"

Mais leve após a superação (pelo menos temporária) da crise com o Palácio Anchieta, Erick Musso estava brincalhão nesta semana, e outro alvo de sua verve em uma das derradeiras sessões do ano foi o deputado Fabrício Gandini (Cidadania), que é pré-candidato a prefeito de Vitória e se indispôs com ele durante o episódio da eleição antecipada da Mesa Diretora. “Gandini está um pouco mais queimado hoje, mas não é de praia não. É que ele tá rodando pra danar”. Rodando em pré-campanha, quis dizer o presidente.

"Um pouco mais queimado"

Vitor Vogas

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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