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Minha Casa, Minha Vida reafirma protagonismo na habitação no Brasil

Minha Casa, Minha Vida reafirma protagonismo na habitação no Brasil

Programa se consolida como política de Estado, atendendo famílias de diferentes faixas de renda e movimentando o mercado imobiliário, de corretores a grandes incorporadoras

Samara Ramos

Residente em Jornalismo / [email protected]

Publicado em 12 de setembro de 2025 às 17:52

computador, crescimento
Em um cenário de juros altos, o Minha Casa, Minha Vida tem crescido em razão das medidas recentes que ampliam sua atratividade Crédito: Shutterstock

Após 16 anos de existência, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) firma-se como a principal política habitacional do país, impactando tanto a população quanto a economia brasileira. Em um cenário de juros altos, o programa tem crescido em razão das medidas recentes que ampliam sua atratividade. A criação da faixa 4, por exemplo, abriu novas possibilidades de financiamento para a classe média.

Além disso, os aportes de R$ 127 bilhões do FGTS e R$ 15 bilhões do pré-sal garantiram recursos robustos para a continuidade da política. “Um cliente com 10 mil reais de renda mensal teve um acréscimo de 100 mil reais na capacidade de financiamento com a mudança do programa”, explica Renê Silveira, diretora de Incorporação da Plano & Plano. 

A executiva participou de um painel que discutiu o futuro do programa, durante o Conecta Imobi 2025. Juntamente com ela estavam Thiago Eli, diretor executivo e VP Comercial e de Marketing da MRV; Eduarda Tolentino, CEO da BRZ Empreendimentos e a mediadora Thalita Cruz, especialista em Inteligência de Mercado do Grupo OLX.

Conecta Imobi 2025
Painel discutiu sobre os impactos do programa Minha casa, Minha Vida na economia Crédito: Divulgação/Grupo OLX

Os debatedores reforçaram também a importância da integração entre União, estados e municípios. Um exemplo citado foi o de uma jovem de 24 anos que, com renda de R$ 1.900, conseguiu comprar seu primeiro imóvel em São Paulo ao combinar subsídios do MCMV com o programa Casa Paulista.

Outro caso destacado foi o de famílias que antes precisavam de R$5 mil de renda para adquirir imóveis e hoje conseguem com R$ 2,8 mil, segundo Eduarda Tolentino. “Se a gente conseguir potencializar todos esses subsídios, vamos contribuir muito para reduzir o déficit habitacional brasileiro”, afirma.

Futuro da Minha Casa, Minha Vida

Para que o programa continue avançando, os painelistas reforçaram a necessidade de inovação na gestão das empresas do setor. Novas fontes de financiamento, como LCIs, CRIs e fundos privados, já complementam os recursos tradicionais e permitem que incorporadoras e construtoras mantenham a qualidade dos empreendimentos destinados à habitação de interesse social.

Em outro painel, “Panorama da Construção”, com a participação de Luiz França (Abrainc), Renato Correia (CBIC) e João Teodoro (Cofeci), foi discutida a necessidade de ampliar o acesso à moradia diante do déficit habitacional estrutural do país. Hoje, faltam cerca de 7 milhões de habitações, e a projeção é que esse número chegue a 12 a 15 milhões em dez anos.

Financiamento imobiliário

No mesmo debate, os especialistas destacaram que o sistema de financiamento imobiliário brasileiro é sólido, reunindo FGTS, poupança (R$ 700 bilhões) e instrumentos de mercado, somando mais de R$ 2 trilhões. Os debatedores ressaltaram a necessidade de novos aportes, como recursos do Fundo Social do Pré-sal, da Caixa e eventual liberação de depósitos compulsórios, que poderiam injetar até R$ 35 bilhões extras no mercado, com foco especial no atendimento à classe média.

Apesar do desafio dos juros altos, os debatedores ressaltaram que a existência de funding sólido garante estabilidade e segurança ao crédito imobiliário. No curto prazo, o mercado está em equilíbrio, com estoques médios de 12 meses em imóveis de médio e alto padrão e de 10,5 meses no Minha Casa, Minha Vida.

** Este conteúdo foi escrito por Samara Ramos do 28º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob supervisão de Karine Nobre.

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