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8 mitos e verdades sobre o que funciona para quem vai pintar a casa

8 mitos e verdades sobre o que funciona para quem vai pintar a casa

Especialistas esclarecem dúvidas comuns sobre técnicas de aplicação, cores e acabamento; veja o que é preciso entender na hora de colocar mais cor nos ambientes

Ana Muniz

Residente em Jornalismo / [email protected]

Publicado em 23 de setembro de 2025 às 15:46

84% dos brasileiros afirmam que pintariam seus lares com mais frequência se o processo fosse mais simples Crédito: Divulgação/Suvinil

Cores, acabamentos, materiais… São vários os fatores a serem considerados na hora de pintar as paredes de casa. Com tantos aspectos, é comum que surjam dúvidas e inseguranças. Dados de uma pesquisa da Suvinil confirmam essa realidade: 84% dos brasileiros afirmam que pintariam seus lares com mais frequência se o processo fosse mais simples.

Para mostrar que é possível transformar o lar de modo acessível com segurança, a pintora profissional Taís Soares e a arquiteta Bruna Sardinha esclarecem mitos e verdades sobre a pintura da casa. Confira:

1. Dá para pintar por cima da cor antiga sem precisar preparar a parede. Mito ou verdade?

Mito. A preparação é indispensável para garantir boa aderência e durabilidade da nova pintura. Lixar, aplicar selador ou fundo preparador e corrigir imperfeições são etapas fundamentais para um resultado satisfatório.

"Não dá para simplesmente aplicar a tinta sobre a cor antiga. É essencial remover a poeira, corrigir pequenos defeitos e, quando necessário, usar um fundo preparador. Só assim a parede estará pronta para receber a pintura e alcançar o acabamento esperado", explica a pintora profissional Taís Soares.

2. Paredes com cores escuras deixam o ambiente menor. Mito ou verdade?

Verdade, em partes. Embora as cores escuras afetem a percepção do espaço, elas não fazem isso sozinhas. Essa sensação espacial se deve a um conjunto de fatores, como iluminação e presença de elementos de decoração.

“Uma parede escura pode até mesmo ampliar a noção de profundidade quando bem combinada”, destaca a arquiteta Bruna Sardinha. “A cor escura é um recurso poderoso quando falamos de alterar a percepção, mas deve ser planejada dentro de uma composição coerente com o objetivo do espaço”, diz.

3. Pintar com janelas abertas faz a tinta secar melhor. Mito ou verdade?

Verdade. A ventilação natural contribui para a secagem da tinta e ajuda a reduzir odores durante o processo. No entanto, é importante ter cuidado com correntes de ar muito fortes, que podem levantar poeira ou provocar marcas indesejadas na superfície recém-pintada.

"Manter as janelas abertas favorece a circulação do ar e acelera a secagem, deixando o ambiente mais confortável. Só é preciso atenção para evitar ventos excessivos, que podem prejudicar o acabamento”, detalha Taís.

4. Pintar a casa regularmente ajuda a preservar paredes e a evitar infiltrações. Mito ou verdade?

Mito. A pintura contribui para proteger as superfícies contra desgaste, sujeira e umidade, além de manter o imóvel conservado por mais tempo. Porém, quando se trata de patologias como infiltrações, é recomendado corrigir o problema antes de aplicar a tinta. Só assim a pintura terá efeito duradouro e a parede ficará plenamente protegida.

5. O acabamento fosco ajuda a disfarçar imperfeições na parede. Mito ou verdade?

Verdade. A tinta fosca reflete pouca luz e é capaz de camuflar pequenas falhas na superfície, como ondulações ou marcas de massa. Já acabamentos brilhante ou acetinados tendem a realçar essas irregularidades, deixando-as mais visíveis.

Segundo Bruna, a tinta fosca proporciona um visual mais uniforme, suave e acolhedor, o que a torna uma escolha ideal para quem busca simplicidade e conforto. "É muito indicada em ambientes de descanso, como quartos e salas de estar, mas também funciona bem em áreas de convívio quando o objetivo é criar uma atmosfera tranquila", sugere.

6. Não dá para pintar a casa em dias de chuva. Mito ou verdade?

Verdade, em partes. Em áreas externas, a chuva inviabiliza a pintura, já que a água pode comprometer o resultado. Já em ambientes internos, é possível pintar mesmo em dias chuvosos, desde que o espaço esteja bem ventilado para favorecer a secagem.

"A umidade do ar pode atrasar o processo, mas isso não impede totalmente a pintura. Em ambientes internos, com circulação de ar adequada, o trabalho pode ser feito sem grandes problemas", acrescenta Taís.

7. Usar um rolo pequeno deixa a pintura mais uniforme. Mito ou verdade?

Mito. O rolo pequeno não foi feito para cobrir grandes áreas, e sim para detalhes, cantos e locais de difícil acesso. Quando usado em superfícies amplas, ele pode deixar marcas, gerar emendas visíveis e aumentar o tempo de execução da pintura.

O rolo grande é o mais indicado para paredes e superfícies maiores, pois permite uma aplicação mais homogênea da tinta. Além de agilizar o processo, ele garante uma cobertura uniforme, reduz o desperdício de produto e entrega um acabamento mais bonito e profissional.

8 - Quanto mais tinta no rolo, mais rápido a pintura é finalizada. Mito ou verdade?

Mito. Colocar tinta em excesso no rolo não acelera o processo. Pelo contrário: aumenta o desperdício, gera respingos e pode deixar a superfície manchada. Além disso, o excesso de produto dificulta a aplicação uniforme, o que pode exigir mais tempo para corrigir falhas depois.

O ideal é carregar o rolo na medida certa, retirando o excesso na bandeja, e aplicar com movimentos contínuos e uniformes. Dessa forma, a tinta é distribuída de maneira equilibrada, o que garante melhor rendimento, economia e um acabamento de qualidade.

"Carregar demais o rolo parece que vai adiantar, mas só complica. O segredo é aplicar a quantidade certa e espalhar bem para conseguir uma pintura limpa e uniforme”, ensina Taís.

Para garantir o melhor resultado possível, é importante considerar as orientações indicadas nas embalagens das tintas. Elas trazem instruções sobre forma de aplicação, tempo de secagem, número de demãos e cuidados específicos para cada superfície, informações que impactam na qualidade e na durabilidade do acabamento.

** Este conteúdo foi escrito por Ana Muniz do 28º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob supervisão de Karine Nobre.

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