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"Foi brutal"

Klara Castanho sobre exposição de abuso: 'Estava desamparada, não dormia'

Em entrevista à revista Glamour, atriz detalhou o que sentiu após ter a violência sexual exposta sem o seu consentimento
Agência FolhaPress

Publicado em 26 de Março de 2024 às 18:53

Coren-SP arquiva investigação sobre caso Klara Castanho e nega vazamento de informação
Klara Castanho desabafou sobre a exposição do abuso sexual sofrido em 2022 Crédito: Instagram/@klarafgcastanho
Klara Castanho, de 23 anos, deu detalhes de como se sentiu após ter sofrido um abuso sexual em 2022 e ter o caso exposto sem seu consentimento. A artista recordou julgamentos e relatou como tentou se reencontrar depois do ocorrido.
A atriz detalhou o que sentiu após ter a violência sexual exposta. "Foi um pesadelo que ganhava novos desdobramentos. Simplesmente não queria viver aquilo. Nunca quis me pronunciar, e jamais para esconder das pessoas, e sim porque não tinha digerido o que aconteceu. Fui obrigada a externalizar de forma muito brutal o que vivi. Levei pelo menos um ano para digerir não só o momento fatídico e a consequência física dele, mas a exposição", revelou à revista Glamour.
Ela apontou que não conseguia dormir depois da exposição: "Quando minha privacidade foi invadida, não sabia onde me apoiar em mim mesma. Tinha minha família, tinha uma equipe profissional, um time jurídico, mas estava desamparada em mim. Eu não dormia, meus pais não dormiam. A gente chorava junto dois dias e dormia um, porque não tivemos tempo de assimilar. Nunca vamos nos acostumar com a ideia do que aconteceu".
A atriz ainda comentou sobre os julgamentos que recebeu e a importância de respeitar a decisão de uma vítima de violência: "Senti na pele o que é ser questionada por tomar uma decisão, o que é ser extremamente julgada por ter uma opinião. Temos um longo caminho como sociedade para respeitar nossas meninas e mulheres. Se a situação não é com a gente, a gente não tem que entender a decisão, apenas respeitar. Isso vale para mim também".
Ao fim da conversa, Klara contou que fez uma peregrinação para se reencontrar: "A fé me move. A peregrinação foi um teste para mim. Você vive momentos inexplicáveis quando faz o caminho da fé, porque está lidando só com você. Você não é obrigado a seguir até o fim, pode abandonar o caminho se sentir que não aguenta. Para mim, foi um momento de me reencontrar".

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