O casamento da atriz Isis Valverde com o empresário capixaba Marcus Buaiz, marcado para 3 de maio no interior de São Paulo, promete luxo e exclusividade, mas também pode estar prestes a esbarrar na ilegalidade. Isso porque, de acordo com a Revista Quem, o casal pretende instalar um bloqueador de sinal de celular no local da cerimônia para garantir privacidade absoluta. No entanto, esse tipo de equipamento é proibido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para uso privado.
O que diz a lei?
A Resolução nº 760 da Anatel é clara: apenas órgãos da administração pública podem utilizar bloqueadores de sinal e, ainda assim, em locais e situações específicas, como estabelecimentos penitenciários, aeroportos, portos e áreas de segurança nacional. A própria Anatel reforça que “em nenhuma hipótese” uma pessoa ou empresa privada pode utilizar o equipamento.
Se a informação se confirmar, o casal poderá enfrentar sanções. O uso indevido de bloqueadores de sinal pode gerar multas e até medidas judiciais. A prática, além de ilegal, pode interferir no direito à comunicação dos convidados e até de moradores da região de Jarinu, interior de São Paulo, onde o evento será realizado.
Exclusividade ou abuso?
A decisão de Isis e Buaiz levanta questionamentos sobre os limites da privacidade em eventos particulares. É compreensível que o casal queira evitar vazamentos indesejados da festa, mas até que ponto esse desejo justifica o descumprimento da lei?
Vale lembrar que o empresário Marcus Buaiz faz parte de uma das famílias mais influentes do Espírito Santo e tem grande trânsito no meio empresarial e midiático. A tentativa de impedir qualquer registro do evento pode ser vista como uma estratégia para manter o controle da narrativa, mas também como um sinal de privilégio exacerbado.
O casamento de Isis Valverde e Marcus Buaiz ainda não aconteceu, mas já gera polêmica. Se a prática ilegal for de fato adotada, resta saber se haverá consequências ou se a festa de luxo ficará apenas no glamour – e na impunidade.