O cantor Chris Brown, 37, compareceu nesta segunda-feira (26) ao Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, para receber a sentença por um episódio de violência ocorrido em uma boate da capital britânica, em fevereiro de 2023.
O artista se declarou culpado em julho pelo crime de conduta violenta capaz de provocar temor pela segurança de outras pessoas. A infração prevê pena máxima de três anos de prisão, embora a Justiça possa determinar uma sentença suspensa.
O caso aconteceu na boate Tape, localizada na região de Mayfair, e teve como vítima o produtor musical Abraham Diaw. Segundo a Promotoria da Coroa britânica, Brown se aproximou do produtor na pista de dança e o atingiu duas vezes na cabeça com uma garrafa de vidro. O preparador vocal do cantor, Omololu Akinlolu, 40, também teria participado da agressão, desferindo socos contra a vítima.
Conforme a acusação, os dois continuaram a atacá-lo enquanto ele tentava escapar e ainda o chutaram quando estava caído no chão. Diaw foi levado ao hospital com ferimentos na cabeça e no joelho.
Brown e Akinlolu inicialmente negaram acusações mais graves relacionadas ao episódio, incluindo tentativa de causar lesões corporais graves e agressão com danos físicos. Em julho deste ano, porém, ambos admitiram culpa pela acusação.
A investigação também teve consequências para a agenda profissional do cantor. Brown deixou o Reino Unido após o episódio e foi preso em maio de 2025, quando voltou ao país para uma apresentação em Manchester. Ele acabou liberado mediante o cumprimento de condições de fiança.
O caso se soma ao histórico judicial de Brown, que, em 2009, se declarou culpado de agredir a então namorada, a cantora Rihanna. Na ocasião, ele foi condenado a cinco anos de liberdade condicional e seis meses de trabalho comunitário.