Você sabia que o Espírito Santo guarda uma pequena comunidade de origem portuguesa em uma localidade chamada Belo Horizonte, em Anchieta, no litoral capixaba? Mais do que um lugar para visitar, a comunidade é um convite para conhecer histórias, tradições e personagens que ajudam a revelar a riqueza cultural do Estado.
Entre construções históricas, danças portuguesas, comida feita no fogão a lenha e até um curioso acervo de discos de rock, Belo Horizonte reúne experiências que valorizam a cultura e o modo de vida de quem vive na região.
A Igreja Nossa Senhora do Rosário e a Casa Canônica são importantes símbolos da presença dos imigrantes portugueses na comunidade. As construções são preservadas pelos descendentes das famílias que ajudaram a manter vivas as tradições locais.
É ali também que atua o grupo de danças portuguesas Os Brandarinos, formado por moradores e descendentes da comunidade. Para conhecer o espaço e acompanhar uma apresentação do grupo, é necessário fazer um agendamento pelo perfil @osbrandarinos1990.
Para quem gosta de viajar e dormir em meio à natureza, o Camping Casarão oferece área para camping por R$ 45 por pessoa.
Mas a hospedagem guarda uma surpresa. Na casa do proprietário existe um pequeno museu dedicado aos discos de vinil de rock, que pode ser visitado pelos hóspedes e visitantes. E não é apenas para olhar: dependendo da ocasião, também é possível ouvir os discos do acervo.
Depois de conhecer a comunidade, a pedida é parar para almoçar no Trem da Roça, restaurante que aposta no sabor da comida caseira preparada no tradicional fogão a lenha.
O almoço custa R$ 40 por pessoa, com comida à vontade, e o pagamento é feito somente em dinheiro ou Pix. Entre os destaques do cardápio está a feijoada no fogão a lenha, uma das especialidades da casa.
E o restaurante ainda guarda uma história curiosa: as cachaças artesanais produzidas no local são enterradas em uma cova pelo proprietário, o Seu Reginaldo, e só são retiradas em uma ocasião especial, que vira até motivo de festa na comunidade.
Para fechar o passeio, vale subir ao Morro do Urubu, que fica a 332 metros de altitude e oferece uma vista privilegiada da região.
Do alto, é possível observar os rios Benevente e Salinas, além da paisagem que cerca a comunidade. O local conta com bancos para quem quer simplesmente sentar e apreciar o visual e também é uma boa opção para um piquenique.
Mais do que um passeio, conhecer Belo Horizonte é uma oportunidade de descobrir um pedaço do Espírito Santo onde memória, gastronomia, natureza e tradições portuguesas continuam sendo preservadas pela própria comunidade.
Colunista
Giovana Duarte é colunista de turismo de HZ. As opiniões, análises e recomendações expressas em seus textos são de sua exclusiva responsabilidade e não refletem, necessariamente, o posicionamento editorial de HZ ou da Rede Gazeta.