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Cicloturismo em alta: rotas rurais conquistam ciclistas no Espírito Santo

O cicloturismo ganha espaço e, de bike, é possível conhecer cachoeiras e apreciar vistas incríveis em todo o Estado

Julia Galter

Estagiária / [email protected]

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 09:00

Cicloturismo cresce no ES como opção para desbravar novos locais
Cicloturismo cresce no ES como opção para desbravar novos locais Crédito: Reprodução Canva

Você sabe o que é cicloturismo? A prática de explorar destinos pedalando vem ganhando espaço no Espírito Santo por unir esporte, natureza e boas experiências. Em locais como Domingos MartinsSanta TeresaSanta Maria de Jetibá e Santa Leopoldina, o que não faltam são cenários para apreciar em cima das duas rodas. 

Nas Três Santas, é possível desfrutar do melhor das paisagens naturais. É comum, por exemplo, fazer um roteiro de três 3 dias, pedalando por uma cidade diferente a cada dia. Em Santa Leopoldina, as cachoeiras chamam atenção; em Santa Maria de Jetibá, o foco é a gastronomia pomerana; e em Santa Teresa, o Circuito Caravaggio é bastante procurado.

Outra opção é o cicloturismo pela Rota Imperial, entre Santa Leopoldina e Venda Nova do Imigrante. O percurso passa por 120 km na estrada construída em 1808 entre Vitória e Ouro Preto.

Santa Leopoldina é conhecida como a
Santa Leopoldina é conhecida como a "cidade das cachoeiras" Crédito: Carlos Palito

Em Alfredo Chaves, é possível percorrer cerca de 30 km de bike no percurso entre as cachoeiras de Matilde, Carolina, Iracema, Iraceminha e Darós.

Caparaó

No Parque Estadual Cachoeira da Fumaça, as "magrelas" também entram em ação. O passeio, que tem cerca de 60 km, começa em Guaçuí e passa por Alegre e Ibitirama, terminando nos 144 metros de queda d'água da cachoeira. Ainda em Guaçuí, é possível conhecer a região de Patrimônio da Penha, em Divino São Lourenço, e passar por montanhas e cachoeiras do Caparaó.

Sobre duas rodas, é possível aproveitar, na mesma região, as cachoeiras de Tremedeira, Caboclo, Carlito, Barulho e Piedade. São 45 km de percurso. Na antiga estrada de ferro, vales e montanhas também podem ser contemplados de bicicleta.

Cachoeira da Fumaça, em Alegre, é uma beleza natural da região do Caparaó capixaba
Cachoeira da Fumaça, em Alegre, é uma beleza natural da região do Caparaó capixaba Crédito: Felipe Khoury

Outra opção, agora no litoral, é Conceição da Barra, no Parque Estadual de Itaúnas. Por lá, é possível visitar várias trilhas, de 20 a 50km de extensão. 

A prática de cicloturismo é fomentada por uma legislação específica, a lei 11.699/2022, consolidando todas as rotas criadas no Espírito Santo. É importante frisar que essa prática colabora com o crescimento da economia local, com a utilização de hotéis, bares e restaurantes.

Para quem pretende se aventurar, é importante planejar o percurso, verificar o nível de dificuldade e usar equipamentos de segurança. Mais do que um passeio, pedalar pelo Espírito Santo é uma forma de desacelerar e redescobrir o Estado por um novo ângulo.

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