Depois de iluminar o Palácio Anchieta com sua maestria entre claro-escuro, a exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra” se prepara para seguir viagem. A chegada à capital paulista dá continuidade a uma trajetória que vem conectando diferentes cidades brasileiras à obra de um dos maiores artistas da história. Ao passar por Vitória, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a mostra já reuniu mais de 230 mil visitantes.
Agora, encerra sua temporada na capital capixaba no dia 7 de junho e, em seguida, parte rumo a São Paulo, a maior metrópole da América Latina, reconhecida por seu dinamismo e por ser um dos principais polos culturais e financeiros do mundo.
E no centro de tudo está Rembrandt van Rijn (1606–1669), nome incontornável da história da arte e um dos grandes expoentes da Era de Ouro holandesa. Dono de um olhar profundamente humano e de uma habilidade singular no uso do claro-escuro, o artista construiu uma obra que atravessa séculos, explorando contrastes não apenas visuais, mas também emocionais.
Suas gravuras (69 reunidas nesta exposição) revelam um trânsito delicado entre o humano e o divino: de um lado, cenas bíblicas carregadas de espiritualidade e dramaticidade; de outro, retratos, autorretratos e situações cotidianas que capturam fragilidades, gestos e emoções com uma intimidade rara. Esse olhar profundamente sensível ecoou em artistas de diferentes gerações, entre eles Vincent van Gogh, que via em Rembrandt como exemplo, admirando todo o seu talento e técnica.
A experiência acontece além da contemplação e se afirmou como um convite ao mergulho no universo do artista. A mostra se desdobrou em ações educativas, oficinas e recursos de acessibilidade que ampliaram o diálogo com o público. Entre os recursos estão réplicas táteis de obras, busto em 3D, totens com audiodescrição e vídeos com intérprete de Libras. Além disso, os visitantes puderam explorar as gravuras com o auxílio de lupas, em uma observação minuciosa que se soma à imersão. Cada detalhe foi pensado para aproximar o público do processo criativo de Rembrandt e tornar a experiência mais sensorial e inclusiva.
As obras apresentadas na exposição integram uma importante coleção italiana. Para Luca Baroni, curador da exposição e diretor da Rete Museale Marche Nord, a circulação desse acervo dialoga diretamente com a própria essência da gravura, método das obras dessa coleção. “A gravura já nasceu como uma linguagem de viagem, feita para circular e alcançar novos públicos. Ao atravessarem o oceano e chegarem ao Brasil, essas obras renovam esse espírito de troca e mostram que a grande arte não pertence a um único território, mas continua viva sempre que encontra novos olhares”, finaliza.
Segundo o diretor da Premium, empresa responsável por trazer a exposição para o Brasil, Álvaro Moura, mais do que apresentar obras, a proposta é investir em experiências que aliam relevância histórica, acesso gratuito e inclusão, aproximando a arte do cotidiano e ampliando repertórios. “Nosso objetivo é aproximar o público da obra, despertando interesse e curiosidade. Levar a exposição para São Paulo é um passo importante nesse caminho, porque amplia ainda mais o alcance do projeto e nos permite dialogar com uma cidade diversa, intensa e com forte vocação cultural. Quando a mostra consegue atravessar diferentes perfis de público e provocar esse tipo de conexão, ela cumpre um papel que vai muito além do espaço expositivo”, explica.
A iniciativa é conduzida pela Premium Comunicação Integrada de Marketing, que assina a realização da mostra no país e vem consolidando, ao longo dos anos, um calendário de grandes exposições internacionais. Sob sua curadoria e produção, obras e legados de artistas como Leonardo da Vinci, Candido Portinari, Salvador Dalí, Francisco de Goya, Claude Monet, Joan Miró, Pablo Picasso, Amedeo Modigliani, Marc Chagall, Pierre-Auguste Renoir e Michelangelo já circularam por diferentes cidades brasileiras.