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Publicado em 30 de março de 2026 às 15:05
Muito antes das câmeras frontais e das redes sociais, o pintor holandês Rembrandt van Rijn já explorava algo que hoje parece familiar: o autorretrato como forma de expressão. Considerado um dos grandes mestres da história da arte, ele produziu dezenas de imagens de si mesmo ao longo da vida, em um exercício contínuo de observação que faz muitos o apontarem, simbolicamente, como alguém que “inventou a selfie”. >
Essa e outras curiosidades podem ser conferidas de perto na exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra”, em cartaz em Vitória até o dia 12 de abril. Ao todo, são 69 gravuras originais que revelam não apenas a técnica refinada do artista, mas também a profundidade emocional que marcou sua obra. >
A exposição no Palácio Anchieta vai além da contemplação tradicional. O público pode explorar detalhes das gravuras com lupas, enquanto um ambiente imersivo amplia imagens e recria o jogo de luz e sombra que consagrou o artista. >
1. "Inventor" da selfie
Rembrandt produziu entre 80 e 100 autorretratos, algo incomum no século XVII. Usava espelhos e explorava expressões como forma de estudo.
2. Assinatura como afirmação de identidade
Em uma época em que artistas assinavam com sobrenomes ou iniciais, ele passou a usar apenas “Rembrandt”, reforçando sua marca pessoal.
3. Ídolo de Van Gogh
Séculos depois, Vincent van Gogh reconheceu a capacidade do artista de transmitir emoções profundas em suas figuras.
4. Presença nas próprias obras
Em algumas cenas bíblicas, Rembrandt aparece discretamente entre os personagens, como um observador inserido na narrativa.
5. Colecionador compulsivo
O artista reunia objetos, antiguidades e peças exóticas que serviam como inspiração para suas composições.
6. Falência não interrompeu a criação
Em 1656, declarou falência e teve bens leiloados, mas seguiu produzindo — e com ainda mais densidade artística.
7. Mestre da gravura
Transformou a gravura em campo de experimentação, criando variações de uma mesma imagem com diferentes técnicas.
8. Valorização do comum
Retratou pessoas anônimas, idosos e trabalhadores, deslocando o foco da elite para o cotidiano.
9. Influência duradoura
Manteve um ateliê ativo e formou discípulos, impactando diretamente gerações seguintes de artistas.
10. Final simples, legado grandioso
Apesar do reconhecimento, foi enterrado em uma sepultura simples e sem identificação preservada — um contraste com sua importância histórica.>
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Exposição: Rembrandt – O mestre da luz e da sombra
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