Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as populações de cães e gatos em lares brasileiros são de 54 e 24 milhões, respectivamente. Já um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas para a Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, mostra que a tendência é de crescimento. Em 10 anos, o número de cães deve chegar a 70,9 milhões. No caso de gatos, a 41,6 milhões.
Um dos nichos que vem ganhando força é o de creches e hotéis para pets. A sócia-proprietária da Casa Gaia Pet, Júde Demoner, que atua como creche e hotel para animais, explica que o essencial para atuar neste mercado é, além de amor e cuidado pelos animais, investir em uma equipe de profissionais com conhecimento teórico e capacitação prática para saber reconhecer as necessidades individuais de cada animal e criar uma rotina de qualidade com atividades que estimulem o físico, o emocional e o cognitivo dos “aulunos”.
“O ideal é ter um espaço amplo e arejado para que os animais possam correr e interagir entre si, de preferência em contato com a natureza. Já as áreas fechadas devem ter climatizadores e ar-condicionado para garantir conforto, principalmente para os cães de raças originárias de regiões frias como os huskys e akitas. Os brinquedos também são importantes e devem vir com selo de qualidade e a piscina precisa contar com a presença constante de monitores e equipamentos de segurança para os pets.”
Antes de matricular o pet na creche, o tutor deve pesquisar sobre o local, não somente de forma virtual e, sim, visitando-o pessoalmente, conhecer os profissionais que vão cuidar do pet, além de conversar com clientes cujos animais frequentam o espaço.
Ao entrar na creche, o profissional precisa ter sensibilidade e competência para identificar os sinais de desconforto e reatividade do animal. “Além disso, é importante fazer uma avaliação comportamental do animal antes da concretização da matrícula, garantindo que tanto os cães quanto os monitores não sejam colocados em risco. Para os cães que apresentam comportamentos reativos ou agressivos, o avaliador deve indicar um acompanhamento especializado fora da creche e, somente após uma reavaliação, liberá-lo para passar pelo processo de adaptação”, explica.
A jornalista Luisi Pessôa, explica que sua cachorra, a golden retriever Aloha passa o dia todo na creche desde 2021. “É a segunda casa dela. Ela ama o espaço e os monitores. Os cães brincam, interagem entre si, gastam energia brincando, e aprendem muitas coisas. A Aloha está super acostumada, é bem cuidada e alimentada. Ficamos tranquilos, pois recebemos vídeos duas vezes ao dia. É um local familiar onde tem muito amor e carinho para os pets”.