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Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 08:00
Vitória agora tem oficialmente o Dia Municipal do Reggae. A partir de 2026, o 11 de maio passa a integrar o calendário cultural da capital como data dedicada à valorização do movimento reggae e das expressões ligadas à cultura Rastafari. >
A proposta surgiu após reuniões da Rede Nacional do Reggae, que reúne músicos, compositores, artistas, produtores culturais e agentes do setor em diferentes estados do país. Segundo o professor e pesquisador Leonardo Ferreira, um dos idealizadores da iniciativa, a criação da data dialoga com um movimento nacional. >
Para a cena local, o reconhecimento tem peso simbólico e prático. Leonardo lembra que a capital capixaba já foi considerada a segunda capital do reggae no Brasil, atrás apenas de São Luís (MA). “A Lei Municipal tem o objetivo de proporcionar encontros, diálogos e eventos, estabelecendo o protagonismo dos artistas e agentes que ajudaram a consolidar o reggae em Vitória”, afirma.>
O dia escolhido não é por acaso. O 11 de maio marca o Dia Nacional do Reggae, instituído pela Lei Federal nº 12.630/2012, em homenagem a Bob Marley, falecido nesta data, em 1981. O artista jamaicano se tornou símbolo mundial de mensagens de paz, amor, igualdade e justiça social, princípios que também norteiam o movimento no Brasil.>
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A construção da lei municipal contou com a articulação de Leonardo Ferreira, do músico e fotógrafo Thiago Correa, produtor de conteúdo sobre o universo do reggae, e do vereador Bruno Malias, que apresentou o projeto na Câmara de Vitória. >
Sobre o cenário atual, ele avalia que o Espírito Santo vive um momento promissor. “O movimento apresenta grande potencial artístico, com nomes que fazem parte da história da música capixaba. Vitória já recebeu grandes bandas internacionais, nacionais e locais, e está caminhando para ampliar o apoio a essa manifestação cultural”, conclui.>
Com a nova data, a expectativa é que o reggae ganhe ainda mais visibilidade na capital, fortalecendo artistas, coletivos e iniciativas que mantêm vivo o ritmo que atravessou oceanos e encontrou no Espírito Santo um território fértil para ecoar.>
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