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Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 14:00
O que por muito tempo foi imposto como silêncio agora ecoa em versos, imagens e narrativas de resistência. Em cartaz no Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane), no Centro de Vitória, a exposição “Rasgando o Silêncio: Vozes da Resistência” reafirma a força da memória quilombola na formação social e cultural do Espírito Santo. Embora já esteja aberta para visitação, a noite inaugural acontece nesta quinta-feira (26), às 20h.>
A mostra é resultado de uma vivência educativa que conectou estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Hildebrando Lucas a comunidades quilombolas da região do Sapê do Norte, além do território Angelim 1, em Conceição da Barra, e do Morro de São Benedito, em Vitória. >
A partir desses encontros, nasceram poemas, fotografias, pinturas, desenhos, curta-metragem e registros audiovisuais que transformam pesquisa e escuta em expressão artística.>
"O projeto nasce do encontro entre escola pública, juventudes e territórios quilombolas, reconhecendo estudantes e comunidades como produtores legítimos de conhecimento, memória e arte", destaca um dos responsáveis pela curadoria e orientadores, Luciano Tasso. >
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Instalada em um espaço dedicado à preservação e valorização da história afro-brasileira, a mostra amplia o papel do museu como território de pertencimento e afirmação. "Ao ocupar o Centro da capital, as obras criam pontes entre diferentes públicos e rompem silêncios históricos, reforçando que a resistência quilombola não é passado, mas continuidade", afirma coordenador do Mucane, Luiz Claudio dos Santos Pereira.>
Com curadoria e orientação artística de Ana Rita Lustosa e Luciano Tasso, coordenação geral de Tiago Vieira e Ricardo Salvalaio, direção de Alessandra Trabach Gobetti Burini e coordenação pedagógica de Vagner de Souza, o projeto reúne escola, estudantes, professores e comunidades em um gesto coletivo que une arte, educação e compromisso político com a história do estado.>
“Como coordenador geral, vejo que o 'Rasgando o Silêncio' materializa a função social da escola pública: ser um elo entre o saber acadêmico e a sabedoria ancestral. Esta exposição não é apenas uma entrega artística, é o resultado de uma logística de afeto e compromisso político com a história capixaba", conclui Ricardo Salvalaio. >
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