Quando o assunto é Ibiraçu, qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça? Não duvido que muitos tenham pensado na estátua do Grande Buda. E não é à toa, o monumento se tornou patrimônio imaterial cultural do Espírito Santo. O título foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES), na última segunda-feira (8).
O reconhecimento veio por meio de um projeto de lei assinado pelo presidente da Assembleia, deputado estadual Marcelo Santos (União). A medida reforça o que muitos capixabas e turistas já sabem: o Grande Buda não é apenas uma atração impressionante, mas também um símbolo que ajudou a colocar Ibiraçu no mapa do turismo e da cultura do Espírito Santo.
O Grande Buda é reconhecido como o maior monumento budista no Ocidente, a segunda maior estátua do buda do mundo, e maior até que o próprio Cristo Redentor. Com 35 metros de altura e mais de 350 toneladas, o novo patrimônio imaterial cultural do Estado possui cinco metros a mais que o cristo carioca, desconsiderando o pedestal dos dois.
Inaugurado em 2021, o monumento fica na Praça Torii, que faz parte do complexo ligado ao Mosteiro Zen Budista de Ibiraçu, e se tornou um dos principais pontos turísticos do município por sua imponência, além de ser um espaço de convivência cultural na cidade do norte capixaba.
O que significa ser um “patrimônio cultural imaterial”?
Antes de tudo, é preciso entender que o termo é definido pela UNESCO junto com as comunidades locais, sendo, posteriormente, fomalizado pelos órgãos governamentais.
A importância do título não mora na manifestação cultural em si, mas na riqueza de conhecimentos e habilidades transmitidas por gerações. O Poder Público tem obrigações legais com o objeto ou tradição nomeado, ou seja, agora o Buda gigante será protegido pelo estado, para a transmissão e o fortalecimento da sua identidade cultural.