Qual é o melhor ano da história? Quem não falou 2004 está completamente errado, e só a minha opinião importa. Brincadeira (ou não), esse é o ano em que nasci, caro leitor, mostrando que agosto é o mês em que apenas fatos e pessoas lendárias são agostinas. E é por isso que agora vamos começar mais um Geração HZ, revivendo nosso icônico ano do Caderno 2 de 2004.
Meus HZers, analisei as edições dos dias 13 de fevereiro, 9 de abril e 13 de agosto (clarinho que agosty* ia entrar) daquele ano. Sorteamos alguns meses para dessa vez ficar com um pouco de diversidade.
Começando por fevereiro, e sendo dia 13, obviamente estaria na época do carnaval. Gente, antes mesmo da análise, porque a capa do Caderno era de ensaios em Manguinhos (inclusive lugar que tem ótimas praias, recomendo), e eu tomei um susto, uma moça que é um pouco parecida com a Xuxa. Eu já fiquei: “meu Deus gente, o que a Xuxa tava fazendo no ES?”. Imagina do nada a queen fazendo uma passagem pelo nosso carnaval.
Inclusive queria fazer uma menção honrosa a participação da nossa mais mais do Geração HZ, Renata Rasseli, que comentou que sobre a matéria de ano novo que tinha um povo se pegando logo na foto no nosso vídeo, soltando simplesmente o comentário “tem muita gente beijando na boca e sendo feliz, achei isso lindo”. Foi engraçado porque eu pensei exatamente a mesma coisa.
Vamos para a sessão de audiovisual, que "old" que é a que mais rende. Cara, e pensar que desde 2004 (e muito antes claro) o mundo se encantava com a monarca da dramaturgia brasileira, Fernanda Montenegro. A notícia era sobre o filme dela “O Outro Lado da Rua” e que foi pra um festival na Alemanha. Gente, a personificação da palavra “Ícone”.
Outro fato histórico foi o anúncio da morte do personagem Lineu, da novela “Celebridades”. É doido porque eu não sabia que essa era de 2004, eu assistia ela muito no “Vale A Pena Ver De Novo” e gostava. E pior que nem lembro que matou ele na novela. Fiquei chocado também que naquela época que alguns personagens que morriam eram simplesmente anunciados nos jornais suas idas de base.
Eu acompanhei tudo no ano passado o remake de “Vale Tudo” (ai que novela camp, saudades), e agora eu fico pensando, será que no original a morte da Odete Roitman foi anunciada no jornal? e não foi exibida primeiro? Porque na minha cabeça ia ser mais icônico deixar todo mundo gag de la gag pela TV. Mas se bem que também poderia vazar antes né, aí era melhor anunciar logo. Enfim
Indo agora para abril, no dia 9, que foi o dia da sexta-feira santa de 2004. E eu amo que logo a capa dessa edição era recomendação de filmes do Vaticano para assistir. Achei tudo, inclusive fiquei passado que eles recomendaram muitos filmes bons viu. Vai tomando bebês. Nessa lista estava Nosferatu (o clássico obviamente), Cidadão Kane, O Mágico de OZ, 2001 Odisseia no Espaço e Fantasia da Disney. Um pouco de “dia da recomendação maluca”, mas arrasaram.
Falando sobre semana e sexta santa, é óbvio que minha parte favorita da época ia aparecer, os ovos de páscoa. Que meu Deus gente, hoje em dia isso tá muito caro, jesus, parece até que vem ouro nesse chocolate. E algo muito legal no jornal de abril é que rolava sorteios de dois ovos de páscoa, ia vinha literalmente um espaço em branco para as pessoas preencherem as informações e enviar.
O mais marcante pra mim disso é que, quando eu era pequeno, meus pais usavam muito desses cupons, mas de supermercado, quando vinha no jornal. E sempre eles que me colocavam pra preencher, ditando pra mim os dados e eu colocava. Eu achava aquilo a coisa mais chata do planeta, porém hoje como um jovem adulto que mora sozinho, não há nada que eu ame mais do que desconto em mercado. O sinal que a gente vai ficando velho.
Aí vou fazer um comentário, que eu posso ser cancelado ou estar parecendo um feto. Porém, no anúncio do sorteio dos ovos de páscoa estava falando pra enviar esse cupom por fax. Meu HZers, pensa numa coisa pra mim que é lenda urbana, o tal do fax, eu não consigo nem imaginar como se usa isso. Claro que eu sei o que é, mas também só por nome, porque nunca nem cheguei perto disso, pelo menos acho que não.
Falando de cancelamento, espero não ter que voltar aqui de blusa branca falando “gente quem me conhece, sabe…”, mas quando eu e Renata estávamos comentando os lançamentos musicais da época (como Christina Aguilera, Skank e The Doors), tinha lá o Pepeu Gomes, e eu fui sincero e falei que não conhecia. Quase que a própria Re me cancelou, porque ela disse que ele era muito conhecido, mas agora fiz minha pesquisa e conheço o moço.
Por fim, vamos para o mês mais cunty do ano, agosto. E gente, eu fiquei gag de la gag com isso. O design do Caderny mudou, ficou mais minimalista, as letras ficaram menores, e na minha opinião mais moderno e bonito. Para vocês verem mesmo, tudo de bom acontece neste mês imaculado.
Inclusive, temos que falar viu, a capa já vem com um assunto que nunca morre né, “TV e cinema na berlinda”, falando da falta de investimento e reconhecimento nessa área. Como uma pessoa amante das artes, sempre vou defender essa classe, porque sem essa o mundo seria nada (e tome que eu milito também viu).
E gente, seguindo a linha do episódio de 2002, quando eu falo que tudo era permitido nos anos 2000, é porque é real. Cara simplesmente anúncio de motel no meio do caderno. Mesmo que não fosse tão grande, eu acho (e espero né) que isso hoje em dia nem passaria mais em alguns jornais atuais.
Notícias que emocionam, Patrícia Kogut está de volta. Se ela tiver 100 fãs, eu sou um deles, se ela tiver 1 fã, eu sou ele, e se ela não tiver nenhum fã, eu morri. Como não existe fazer um Geração HZ sem ela, já vamos falar para o que ela deu nota 0, para o Clodovil (que tava exibindo demais onde ele fez a cirurgia plástica) e para os figurinos da novela “Amor Real” (dizendo que eles usam roupas que saíram da Terra do Nunca e que até pensou que o Capitão Gancho ia aparecer). A caneta pegando fogo na hora de escrever isso.
Outra pérola foi uma matéria relembrando um quadro que ia ser criado na MTV, só sobre os VJs. Para essa geração que só conhece o 67 e farmar aura, os VJs eram os apresentadores dos programas da MTV (inclusive era um dos meus sonhos de criança pop ser um). E o programa que iriam criar sobre os apresentadores era só pra falar de bobeira, pautas de programas que emocionam.
A Gazeta / Cedoc
Também agora nas páginas de cultura pop tem C2 Recomenda (pra vocês verem como o caderny era icônico, até a sigla parece um coração, nem amo). Cara adoraria que isso existisse hoje em dia. Tudo bem que provavelmente era uma equipe que recomendava, já que faziam de várias coisas como filmes, livros e lançamentos. Mas meu traço tóxico seria monopolizar esse quadro só para falar as minhas opiniões.
E é isso, meus HZers. Mais uma viagem pelo Caderny concluída, com fax, motel, MTV, Patrícia Kogut e eu descobrindo na marra que não conhecer Pepeu Gomes é praticamente um crime. Nos vemos na próxima viagem, para o ano de 2006. Até lá!
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