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Conheça o Funk MTG, gênero musical que revive clássicos, mas tem gerado polêmicas

Criado pelo funk de Belo Horizonte, o MTG se tornou uma febre no Brasil, emplacando um hit de Seu Jorge no topo das paradas. Apesar disso, há discussões sobre direitos autorais
Felipe Khoury

Publicado em 01 de Agosto de 2024 às 14:12

DJ Topo é o dono do MTG
DJ Topo é o dono do MTG "Quem Não Quer Sou Eu”, sucesso do cantor Seu Jorge Crédito: Divulgação
Seu Jorge, Mart'nália, Alceu Valença e Billie Elish. Sabe o que eles têm em comum? Todos ganharam versões de funk recentemente. Chamadas de ‘Funk MTG’, a febre do momento mistura grandes hits com colagens de trechos de outras músicas. O clássico “Quem Não Quer Sou Eu (MTG)”, por exemplo, ficou três semanas seguidas no topo da Billboard Brasil Hot 100.
Para entender sobre essa nova onda, primeiro vamos explicar o que é “MTG”. Essas letras, na verdade, são a abreviação da palavra montagem. Basicamente, DJs de todo Brasil, incluindo no Espírito Santo, transformam grandes sucessos em funk. E vale colocar recortes de outros estilos e gêneros musicais.
Quem começou - e popularizou - com MTG foi o movimento funk de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Mas rapidamente se espalhou pelo país, puxado principalmente pela proporção que essas faixas ganharam no Tik Tok e no Instagram. Clássicos brasileiros, como “Cabide”, de Mart'nália, “Morena Tropicana”, de Alceu Valença, até o hit “Chihiro”, de Billie Elish, possuem milhões de visualizações.
Entre os DJs que se consagraram nos últimos tempos com o MTG estão DJ Mulú e DJ Topo. Além disso, também tem MTG capixaba nas plataformas. O DJ Lukão apostou em algumas faixas neste estilo, como “Só eu senti amor”, da música “Até Que Durou” do cantor Péricles, e “Sorri, Sou Rei”, da banda Natiruts.

SE É SUCESSO, QUAL A POLÊMICA?

Por se tratar de músicas de outros artistas, a polêmica em questão é sobre os direitos autorais. O produtor musical Tavarette explica que o MTG, em si, não é ilegal. Segundo ele, a música precisa ter uma autorização para rodar nas plataformas, ou seja, creditar o ‘dono da melodia’.
“Não é questão de ser legal ou ilegal. É uma burocracia que envolve essas faixas com os direitos autorais. O DJ pode até arriscar de lançar a música, mas se não pagar a gravadora ou equipe do artista, pode acabar caindo das plataformas. Caso consiga a autorização, o MTG é lançado como intérprete”, disse.

MÚSICAS QUE ATRAVESSAM GERAÇÕES

Apesar das polêmicas sobre o assunto, uma coisa é certa: a nova geração passou a ouvir clássicos do passado. Claro, de um jeito diferente. Não é difícil ir a uma festa hoje em dia e acabar se deparando com jovens cantando Sidney Magal, Luiz Gonzaga, Kid Abelha, Rita Lee, Mart’nália, Tribalistas e Pitty.
Ou seja, o MTG pode até estar passando pelos seus ‘15 minutos de fama’, mas o legado dessas versões é a prova de que a música é capaz de se reinventar, transformar e conquistar cada vez mais as pessoas. 

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