Bruno Gagliasso não poupou críticas a Juliano Cazarré e ao tipo de masculinidade pregado em seu curso, 'O Farol e a Forja', criado para "fortalecer homens enfraquecidos", segundo o mesmo. O ator de "Corrida dos Bichos" definiu o curso como "triste, feio, vergonhoso" citando ainda a polêmica entrevista do colega no GloboNews Debate do último dia 12.
"Ficou mais grave, porque começou a mentir agora", disse Gagliasso em participação no podcast 'Conversa Vai, Conversa Vem', do jornal O Globo.
O ator ainda falou sobre o papel da masculinidade no Brasil atual, que registra números alarmantes de feminicídio. "Não é possível que a gente queira ser protagonista numa época com tanta mulher morrendo e red pill falando merda. É um absurdo tão grande, tudo muito sério."
"Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro. Aprendendo o tempo inteiro com a minha mulher e com a minha filha."
Referenciando Cazarré, Gagliasso disse estar preocupado com a educação dada às crianças em relação à ideia de masculinidade divulgada em cursos e fóruns red pill. "Me preocupa que essas pessoas geraram seis filhos. Como será essa educação? Realmente acham que na escola ensinam a colocar camisinha com a boca?", questionou.
O ator disse ainda não ter qualquer desejo de ser reconhecido como homem pelas definições que considera problemáticas. "Que homens são esses que não choram? Se ser homem é não chorar, eu não sou homem. Se ser homem é não usar uma roupa feminina, não sou homem, porque essa aqui é da minha mulher. Se ser homem é dizer para outros homens como se deve comportar, tratar uma mulher, não sou homem. E nem quero ser."
"Não é esse homem que quero ensinar para meus filhos. Quero mostrar que homem chora, que pode não se colocar no lugar de protagonista, que sente e deve colocar pra fora."