Em meio ao line-up dos sete dias de programação, artistas capixabas também ganham espaço e vão representar o Espírito Santo em um dos maiores festivais de música do mundo.
Ao todo, são cinco nomes do Estado no festival: Budah, que se apresenta no dia 6, no Palco Favela; Roberto Menescal, convidado especial de Luísa Sonza no dia 7, no Palco Mundo; a banda Supercombo, que sobe ao Palco Supernova no dia 5; além da banda Maré Tardia e do funkeiro MC Rodrigo do CN, que integram a programação do primeiro dia do festival (4), respectivamente no Coke Studio e no Palco Favela.
HZ conversou com MC Rodrigo do CN e integrantes da Maré Tardia, que se apresentam neste primeiro fim de semana do festival, para saber quais são as expectativas para os shows e como é representar o Espírito Santo na Cidade do Rock.
Cara, as vezes não caiu a ficha. Eu saí lá de Canaã, em Viana, e graças a Deus hoje rodamos o Brasil todo. Quem trabalha com música no ES sabe o quão é difícil furar a bolha. É gratificante demais fazer esse show no maior festival do Brasil
MC Rodrigo do CN Artista
Embora o funk ainda enfrente preconceito por parte de alguns ouvintes, o capixaba acredita que ocupar espaços de grande visibilidade, como o Rock in Rio, contribui para romper estigmas e ampliar o reconhecimento do gênero. Para ele, a presença no festival reforça a importância de continuar lutando pela valorização do funk e de seus artistas.
O funk é cultura nossa, tá crescendo cada vez mais. Fora do Brasil o funk já tem um reconhecimento gigante, e dentro do Brasil já toca em todas as casas de show. O funk salvou e salva vidas até hoje e merece o espaço que está alcançando
MC Rodrigo do CN Artista
A gente tá em êxtase, né? Acho que tocar no Rock in Rio é um sonho para todos os artistas daqui do Brasil. E era uma parada que eu falava desde a adolescência: ‘Um dia eu vou tocar no Rock in Rio!’. E agora vai rolar. Em 2019, ano em que a Maré Tardia foi formada, eu estava indo à minha primeira edição do Rock in Rio
Gustavo Lacerda Guitarrista e vocalista da Maré Tardia
A banda espera que o público do Rock in Rio descubra que o rock produzido no Espírito Santo é “pedrada” e que a Maré Tardia possa levar para a Cidade do Rock um pouco do legado de bandas clássicas do Estado, como Dead Fish e Mukeka di Rato.
E se tem quem diga que o “rock morreu” com o passar dos anos, Gustavo não compartilha dessa visão. Na opinião do músico, embora o gênero tenha passado um período distante do mainstream, o trabalho da Maré Tardia e de outros artistas mostra que o rock continua mais vivo do que nunca. Para ele, a presença da banda em um festival desse porte também é uma forma de reafirmar a força e a relevância do gênero.
Enquanto tiver um adolescente angustiado com os rumos da humanidade, o rock vai estar vivo, seja nos maiores palcos do mundo ou na garagem de alguém
Gustavo Lacerda Guitarrista e vocalista da Maré Tardia