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Publicado em 11 de março de 2026 às 09:00
O Espírito Santo também marca presença na exposição “Casa Brasil”, em cartaz no Rio de Janeiro, reunindo obras de 57 artistas de todas as regiões do país. Entre os selecionados está o capixaba Rick Rodrigues, natural de João Neiva, que apresenta a instalação “Quando morre o rio nasce (acontece) o nosso encontro”, um trabalho que mistura bordado, geografia e memória afetiva. >
A mostra já recebeu mais de 75 mil visitantes em pouco mais de três meses e segue aberta ao público até 15 de março, com entrada gratuita. Na obra, Rick propõe um bordado cartográfico que conecta rios capixabas aos cursos d’água que deságuam na Baía de Guanabara.>
Feita com bordados sobre tecido voil e bastidores de bambu, a instalação utiliza pontos como atrás, nó francês e ponto cheio para criar um mapa poético das águas. No percurso bordado aparecem rios como Iguaçu, Macacu e Sarapuí, além do Piraquê-Açu, que atravessa o território capixaba e serve de ponto de partida para a narrativa visual.>
“Para a criação da obra da exposição Casa Brasil, propus criar um percurso pelas águas da minha cidade até a Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro”, explica o artista. >
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Aos 37 anos, Rick Rodrigues é artista plástico e mestre em Artes pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Para ele, a participação na mostra também representa um gesto simbólico de valorização da produção artística brasileira em sua diversidade regional. “A Casa Brasil já surge como um episódio histórico, dado seu objetivo de estrear esse novo conceito com artistas de todas as regiões do país”, afirma. >
A criação de espaços que recebem a arte brasileira é fundamental porque atua em várias frentes culturais, sociais e simbólicas que ajudam a construir um país mais consciente de si mesmo.”>
Instalada na antiga Casa França-Brasil, no Centro do Rio, a Casa Brasil vive uma nova fase após passar por um processo de reestruturação em parceria com a V ARTE. A iniciativa foi viabilizada pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Petrobras. >
A proposta do espaço é valorizar a produção artística nacional e ampliar o acesso à cultura, reunindo obras que refletem diferentes territórios e visões do país.>
Segundo a diretora do equipamento cultural, Tania Queiroz, a exposição busca justamente destacar essa pluralidade. “Reabrimos nossas portas para apresentar os ‘brasis’, suas territorialidades e diferentes formas de pensar, criando significados poéticos para tantas possibilidades”, afirma. >
A mostra reúne mais de 250 obras e foi construída a partir de uma convocatória pública que selecionou artistas de todo o país. Para o capixaba Rick Rodrigues, ver seu trabalho dialogando com artistas de tantas regiões reforça o poder da arte de conectar territórios e histórias. “É fundamental criar espaços que preservam e ativam a memória cultural, como a Casa Brasil”, diz.>
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