A artista capixaba Ângela Gomes, conhecida por suas pinturas de paisagens regionais, celebra 50 anos de trajetória artística com a exposição “Jardins do Afeto e da Memória”, no Palácio Anchieta, em Vitória. A abertura para convidados será no dia 17 de novembro e, a partir do dia 18, a mostra estará aberta ao público.
Com entrada gratuita, e curadoria de Almerinda Lopes, a exposição reúne obras inéditas e apresenta um percurso pela produção artística de Ângela. Em cartaz até 17 de fevereiro de 2027, quem visitar a mostra poderá ver telas marcadas por jardins, flores, animais e cenários que transitam entre memória, imaginação e natureza.
Natural de Cachoeiro de Itapemirim, a artista iniciou sua relação com a pintura ainda na infância, experimentando lápis de cor, colagens e estampagens em tecidos. Sob uma abordagem intuitiva, seu primeiro contato com a arte aconteceu quando passou a pintar folhas de Espada-de-São-Jorge. Aos nove anos, fez sua primeira tela a óleo.
Autodidata, transformou a pintura em seu ofício e, ao longo de cinco décadas, levou sua produção para exposições no Brasil e no exterior. Durante esse período, Ângela se aventurou em vários estilos artísticos, como o surrealismo e a abstração.
Em suas telas, flores, pássaros, borboletas, animais e paisagens ganham novas formas a partir das referências afetivas da artista. Seus jardins não são apenas representações da natureza, mas espaços imaginados, construídos a partir de lembranças, experiências e da liberdade de criação.
A Arte Naif, termo que vem do francês naïf e significa “ingênuo” ou “inocente”, é uma expressão artística visual produzida por artistas autodidatas, assim como Ângela. Essa linguagem permite que cada artista traduza, de forma singular, sua maneira de observar o mundo, a partir de referências pessoais, memórias e experiências, sem depender de uma formação acadêmica.
Em 1981, a artista realizou sua primeira exposição individual em Vitória. Seis anos depois, em 1987, passou a se dedicar à pintura Naif, após conhecer a pintora Raquel Galena, que trabalhava com o gênero, em Embu das Artes, em São Paulo.
Ao longo desses 50 anos, essa liberdade de criação contribuiu para consolidar uma identidade reconhecida na Arte Naif capixaba. Suas obras têm como ponto de partida o olhar sobre o mundo ao redor e as lembranças que carrega.
A exposição ficará em cartaz por dois meses e contará com uma programação paralela voltada à aproximação do público com a obra e o processo criativo da artista. Estão previstas oficinas, visitas guiadas e outras atividades educativas e culturais durante o período de visitação.
SERVIÇO
Exposição: Jardins do Afeto e da Memória
Artista: Ângela Gomes Curadoria: Almerinda Lopes
Período: 04 de novembro de 2026 a 04 de fevereiro de 2027
Local: Palácio Anchieta – Vitória/ES
Entrada: Gratuita
Programação: @associacaoumafloresta
Relacionamento com a imprensa: Márcia Almeida – (27) 99925-3818
Golden Assessoria de Comunicação
Informações: (27) 3222-0869 | (27) 99698-0869 | WhatsApp: (27) 99233-2473
*Este conteúdo foi produzido por Rafaela Gomes, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação do editor Felipe Khoury.