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Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 12:00
"Zildar" é o ponto de partida do Afrokizomba em 2026. Neste ano, o bloco escolhe começar pela força de um nome que carrega história: Zilda, dona de um dos bares mais tradicionais do Centro de Vitória e que se tornou verbo. A partir dessa referência, o bloco prepara uma sonoridade que aproxima o samba de sua identidade rítmica marcada pela kizomba, costurando passado, presente e futuro em um mesmo compasso.>
Criado a partir de um projeto iniciado em 2018, o Afrokizomba nasceu do encontro entre Lula Rocha, Izaías Santana, Edson Bonfim e outros parceiros que compartilhavam mais do que o desejo de colocar um bloco afro nas ruas do Espírito Santo. A proposta sempre foi maior: construir um espaço de cultura, formação política, pertencimento e luta pelo povo negro e pelas minorias.>
Ao longo dos anos, o movimento cresceu para além do desfile de carnaval. O coletivo mantém participação em eventos culturais, promove capacitações e desenvolve ações nas áreas de música, comunicação e artes. No Afrokizomba, o tambor não silencia quando a festa termina.>
A caminhada também abriu caminhos inéditos de representatividade. Gabi tornou-se a primeira mulher (e mulher negra) a assumir a função de mestra de bateria de um bloco no Espírito Santo, título que foi dado por outra personalidade do carnaval capixaba: o Mestre Tião. Para ela, o Afrokizomba foi escola, assim como outros blocos de rua que colaboraram para sua formação.>
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Gabi enfatiza que o lugar que ocupa serve também para incentivar outras mulheres. "As mulheres podem sim ser o que elas quiserem, tocar o que quiserem. Ser mestre de bateria, diretora de bateria...", completou.>
O Afrokizomba se firma também como um bloco para todas as idades. A pequena Lohana, neta do Mestre Tião, carrega a herança musical da família e participa da folia tocando agogô.>
Desfile do Bloco Afrokizomba
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