No carnaval, há uma elegância que poucos comentam: a de saber voltar. Crédito: Shutterstock
O sábado de Carnaval é aquele dia em que a gente acorda disposto a ser excesso. Excesso de brilho, de riso, de música, de abraços em desconhecidos que parecem velhos amigos.
E que bom. A vida não foi feita só de boletos e despertadores.
Mas há uma elegância que poucos comentam: a de saber voltar.
Festa bonita é aquela que não exige explicações na quarta-feira. A ressaca física se resolve com água, silêncio e alguma dignidade.
A moral, não. Ela costuma aparecer em forma de lembrança inconveniente, mensagem atravessada, promessa feita sob confete.
Não se trata de moralismo, trata-se de carinho consigo mesmo.
Carnaval é liberdade, mas liberdade não é descontrole. É poder ir longe e, ainda assim, reconhecer o próprio limite. É dançar até suar e, mesmo assim, lembrar quem se é quando a música para.
É se permitir a alegria sem precisar pagar por ela depois.
Talvez o segredo esteja em pequenas decisões invisíveis: intercalar água entre brindes, guardar o celular em certos momentos, sair antes do cansaço virar imprudência. Nada que diminua a festa. Tudo que preserve a paz.
A quarta-feira começa no sábado , sim. E pode começar bonita. Basta que a euforia não nos custe a serenidade.
No fim, o que vale é acordar, tirar o confete do cabelo e sorrir, não de constrangimento, mas de saudade boa.
Até a próxima!
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