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Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 17:00
Estamos oficialmente dez anos à frente de 2016 e, ainda assim, a sensação é de déjà-vu. Nas últimas semanas, uma thread viral levantou a pergunta: por que 2026 está parecendo o novo 2016? A resposta passa por nostalgia, estética e pelo jeito como a internet revive e ressignifica todas essas fases.>
Para refrescar a memória em 2016, a maquiagem era mais marcada, o copo da Starbucks era usado quase como um acessório, e aplicativos como Retrica, com filtros super saturados, dominavam o feed. O Snapchat reinava absoluto com seus filtros de cachorro e coroa de flores, enquanto o Instagram se enchia de boomerangs e fotos em movimento.>
E esse retorno não é só impressão. Dados do Spotify apontam um crescimento significativo nas buscas e na criação de playlists temáticas de 2016 no início de 2026, impulsionadas justamente por essa onda nostálgica que ficou apelidada nas redes de “2026 é o novo 2016”. No TikTok, o movimento também ganhou força. A plataforma registrou um aumento de 452% nas buscas pelo termo “2016”. E todo mundo entrou nessa tread>
E se tudo isso é mais do que uma tendência passageira, vale relembrar: o que estava em alta naquela época? >
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Nada de Labubu ou Sonny angel. Os itens mais desejados eram os hidratantes labiais da Baby Lips e da EOS. Tirar uma foto com efeito vibrante, segurando os hidratantes, mostravam de fato de que você estava na moda. >
Na moda, o espírito era 100% 'swag'. Embora esse estilo não tenha surgido em 2016, foi naquele ano, impulsionado por Justin Bieber, que o estilo se popularizou de vez. Roupas largas, t-shirts oversized, moletons, bonés e tênis esportivos dominavam o streetwear e ainda continuam influenciando o visual urbano.>
Bom, entre as diversas coisas que estava na moda, uma das grandes estrelas é a música Rap. Se hoje o estilo musical ocupa espaço central, muito disso começou ali. Em 2016, a cena ainda se estruturava, mas já entregava clássicos: Castelos & Ruínas, de BK; Karol Conká com lançando 'Maracutaia' e 'É o Poder', Drik Barbosa com 'No Corre'; além de nomes e coletivos como DV Tribo composto por Clara Lima, Djonga, FBC, Oreia e os clássicos grupos como Haikaiss, Costa Gold, Cacife Clandestino e ConeCrew, que dominavam playlists.>
Lá fora, o cenário musical também estava bem intenso. De vários lançamentos de álbuns com músicas que ficaram marcadas, os destaques são Ariana Grande com Dangerous Woman, Beyoncé que iniciava a era Lemonade, Justin Bieber emplacava Purpose e a Rihanna que lançou o ANTI, o último álbum como cantora até hoje. >
No fim das contas, esse retorno a 2016 não é sobre repetir uma década, mas resgatar uma sensação: a de uma internet era mais espontânea e divertida. E, claro, pra entrar de ficar com um gostinho de saudade, fica a trilha sonora dessa era que insiste em voltar.>
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