Depois de uma semana com alerta vermelho para as altas temperaturas no Espírito Santo, a atenção se voltou para o consumo excessivo de ar-condicionado. Embora ainda estejamos em meio à primavera, isso parece ser um prenúncio de que, no verão, esses aparelhos vão continuar consumindo mais energia para manter o mesmo desempenho comparado com épocas de temperaturas mais amenas, e o susto certamente virá na fatura da conta de energia no final do mês.
Para mostrar que o ar-condicionado não é, necessariamente, o vilão da energia, especialistas consultados pelo Hub Imobi explicam como minimizar o impacto no orçamento dos capixabas quando só o equipamento pode aliviar o calorão.
O gestor da EDP, Adilson Herzog, explica que, com o aumento das temperaturas, os aparelhos de refrigeração consomem mais energia para entregar a mesma eficiência, “o que acaba por refletir na elevação do valor da conta de energia”.
Segundo uma nota emitida pela empresa de energia, em condições de temperatura ambiente mais elevada, o consumo energético pode ser de até 20% para cada 5°C a 10°C acima da temperatura ambiente padrão para a qual o refrigerador foi projetado.
A organização informou, ainda, que estudos indicam que esse percentual pode ser ainda maior quando o equipamento é utilizado com a abertura de portas, devido a troca de calor com o ambiente externo.
Por isso, antecipando eventuais dores de cabeça, Herzog acrescenta que, quem ainda vai instalar um aparelho de ar-condicionado, é importante verificar se a rede elétrica do imóvel está dimensionada para receber essa nova demanda de energia. “Isso é necessário para evitar sobreaquecimento na fiação e fuga de corrente”, salienta.
O engenheiro eletricista e assessor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), Eduardo Armando Altoe, não é totalmente verdadeiro afirmar que o ar-condicionado é o maior vilão do consumo de energia, visto que todo aparelho, seja qual for, é projetado para desempenhar sua função em uma determinada potência.
“Por esse motivo, é fundamental, ao comprar um aparelho, saber qual é a dimensão do ambiente e para qual finalidade ele é usado. Isso vai evitar a compra de um equipamento com uma potência maior do que o necessário”, alerta.