Com um mercado mais amadurecido, o setor imobiliário no Espírito Santo segue em busca de novas regiões para expandir seus investimentos. Esse amadurecimento também vem trazendo produtos mais elaborados, pensados e desenvolvidos especificamente para cada área.
Para especialistas do setor consultados, tais atributos são determinantes para o sucesso de um produto e para a viabilização daquela nova área de expansão.
Segundo o consultor imobiliário Juarez Gustavo Soares, uma tendência forte do mercado para o próximo ano, que já vem sendo adotada pelas empresas do setor, é o lançamento de produtos muito bem conceituados. “Para que o mercado imobiliário cresça de forma sustentável, é preciso que seja pensado em conjunto com a demanda”, explica.
Com isso, além das cidades da Grande Vitória, em que os olhares do mercado se voltam para novas regiões e consolidam outras, fora desse eixo outras cidades também têm recebido lançamentos idealizados especificamente para aquele lugar e seus futuros moradores.
“Áreas como Aracruz e algumas cidades do Sul do Estado prometem um crescimento expressivo, conduzido pelos investimentos em infraestrutura e pela procura por qualidade de vida fora dos grandes centros urbanos. Essas novas regiões oferecem uma combinação de qualidade de vida, menor custo de vida e ainda proximidade a grandes centros urbanos”, avalia o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 13ª Região (Creci-ES), Aurélio Capua Dallapicula.
Segundo ele, essas regiões devem atrair empreendimentos de médio e alto padrão, além de condomínios fechados e projetos que integrem sustentabilidade e tecnologia, como cidades inteligentes.
“Há também uma expectativa de crescimento de projetos de uso misto, combinando residenciais, comerciais e opções de lazer e serviços em um único espaço”, acrescenta.
Outro segmento que deve se consolidar é o de imóveis compactos para aluguel de curta ou curtíssima duração, o short stay. Além de Vila Velha e Vitória, Guarapari entra nessa lista de expansão, de acordo com o diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Espírito Santo (Sinduscon-ES), Eduardo Borges.
“Esse tipo de imóvel tem crescido porque as pessoas querem ser investidoras de um imóvel com liquidez para aluguel. Então, esses imóveis absorvem não só a fatia de mercado de aluguel tradicional de longo prazo, mas também a de imóveis mobiliados, geralmente por temporada. E aí, vemos empresas como a Housi chegando ao Espírito Santo em parceria com pelo menos quatro incorporadoras locais”, exemplifica.
Segundo o diretor, Vitória, Vila Velha, Serra e Guarapari têm visto o crescimento de empreendimentos compactos com imóveis de liquidez para locação, que podem absorver a fatia de aluguel tradicional, de longo prazo, ou de imóveis mobiliados para locação de curta temporada.”
Veja áreas de expansão do mercado imobiliário no ES