Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Gandini sobre Enivaldo: "Não vou descer ao nível dele"
Crise na Assembleia

Gandini sobre Enivaldo: "Não vou descer ao nível dele"

E mais: o primeiro confronto do novo líder de Casagrande com o antecessor; o abraço da paz (ou de tamanduá) de Pazolini em Enivaldo; e as cantadas de deputados de oposição ao ex-líder do governo

Publicado em 04 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

04 dez 2019 às 04:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Enivaldo chama Gandini para a briga Crédito: Amarildo
O deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), ex-líder do governo Casagrande, escolheu o deputado Fabrício Gandini (Cidadania) como um dos principais alvos do seu pronunciamento feito na sessão desta segunda-feira (2) – o primeiro após ter sido destituído da liderança. Durante o discurso, Enivaldo provocou Gandini a aparteá-lo, isto é, usar o outro microfone para debater com ele. Gandini não recusou o desafio ao duelo, mas foi econômico nas palavras. Disse a Enivaldo que todos conhecem a história dele no Estado e que não faria como ele queria, partindo para uma briga até física. Enivaldo respondeu que Gandini não tinha coragem. Gandini retrucou que não se tratava de coragem e sim de caráter. E ficaram nisso.
Depois da sessão, Gandini respondeu à coluna se espera ter constantes embates com Enivaldo em plenário nos próximos tempos. Aí subiu o tom contra o ex-líder do governo: “É natural que, quando as pessoas têm os seus interesses questionados, elas tentem partir para o confronto desqualificado. Eu acho que é isso que ele está querendo. Mas eu não vou descer ao nível dele”.
Enivaldo versus Gandini Crédito: Assembleia Legislativa

A ESTREIA DE FOGO DO NOVO LÍDER

A sessão também foi marcada pela estreia de fogo do deputado Freitas (PSB) na função de líder. Não foi fácil, pois de cara precisou ter seu primeiro duelo público com Enivaldo. Este, de líder do governo, mostrou que pode passar a dar muito trabalho não só para os governistas mas, particularmente, para o seu sucessor na função. Ou seja, o ex-líder do governo pode saltar para a posição de antagonista do líder do governo.
Doido para achar contendores para poder esgrimir da tribuna, Enivaldo ficou instigando Freitas a apartear seu discurso (pedir a palavra) quando quisesse rebater. Freitas começou tranquilo, querendo pacificar, mas acabou mordendo a isca e indo para o embate em plenário. Era tudo que Enivaldo queria.

ENIVALDO PROVOCA FREITAS

Um momento que retrata o quanto o clima da sessão foi pesado, cheio de provocações entre os deputados:
Durante seu longo pronunciamento, Enivaldo concedeu um aparte a Vandinho Leite (PSDB). O deputado da oposição disse algo que não agradou a Freitas. O novo líder, então, pediu um aparte a Enivaldo para responder a Vandinho. Enivaldo disse que não ia dar ao novo líder um aparte só para ele rebater o aparte de outro deputado. Freitas insistiu, respondeu a Vandinho e arrematou: “Sou admirador do ‘garoto prodígio’”. Enivaldo não perdoou Freitas: “Tá vendo? Você encerrou o seu aparte se referindo ao deputado Vandinho Leite de maneira pejorativa. Ainda tentei te salvar. Mas você é ruim de boia”.

ABRAÇO DE RAPOSAS

Acenando para deputados mais independentes ao governo, Enivaldo fez um afago até a Theodorico Ferraço (DEM) – vendo o circo pegar fogo, na dele. Lembrou que ambos foram secretários de Estado juntos, durante o governo de Albuíno Azeredo (1991-1994). Durante a presidência de Ferraço no biênio 2015-2017, Enivaldo foi o 1º secretário da Mesa Diretora. Será que vem pela frente uma nova aliança entre as raposas?

ESPERA: RAPOSA OU “CACHORRO DOIDO”?

Durante o seu discurso/desabafo, Enivaldo chamou a si mesmo de “cachorro doido”. Embora esteja tudo na família dos canídeos, está registrada a correção da espécie. De todo modo, o governo que prepare as canelas para aguentar as mordidas do “cachorro doido” daqui para a frente.

SOLIDARIEDADE ATÉ DE MAJESKI…

No plenário, Enivaldo recebeu manifestações de solidariedade de deputados como Sergio Majeski (PSB), protagonista de muitas divergências acaloradas com Enivaldo (sem perder o respeito jamais), e Marcelo Santos (PDT), que, ao lado do ex-líder e de Erick Musso, forma o trio de ferro com maior influência, hoje, sobre o plenário e a administração da Casa.

PAZOLINI: ABRAÇO DA PAZ OU DE TAMANDUÁ?

De todos os abraços recebidos, um chamou mais a atenção: diante de todos, atrás da Mesa Diretora, Lorenzo Pazolini (sem partido) foi dar um abraço espontâneo em Enivaldo. Com o ex-líder do governo, Pazolini, nas últimas semanas, chegou a protagonizar embates épicos em plenário. No dia 25 de novembro, durante a votação da reforma da Previdência do governo Casagrande, Enivaldo chegou a chamar o até então adversário de “criancinha mimada”. No início de outubro, o então líder do governo chegou a dizer a Pazolini que ia afundar o polegar na ferida dele, para ver até onde ele suportaria sangrar sem chorar. Pelo jeito, essa ferida foi cicatrizada.

CANTADAS DA OPOSIÇÃO EM ENIVALDO

Além dos abraços e afagos no ego, Enivaldo recebeu algumas cantadas explícitas por parte de deputados situados no bloco de oposição ao governo Casagrande – mas autointitulados “independentes”. O mais sem-cerimônia no “galanteio” foi Vandinho, que tascou-lhe uma cantada no estilo “se eles não te querem, nós te queremos”: “Olha como os deputados governistas estão tratando Enivaldo dos Anjos! É inacreditável!”

A VERDADEIRA MESA

Em dado momento da sessão desta segunda-feira (2), sentados informalmente à Mesa Diretora, alguns deputados deram o retrato mais fiel da Mesa que efetivamente detém o poder interno hoje (deputados que gravitam na primeira órbita em torno de Erick e que são prestigiados por ele): enquanto Enivaldo discursava, sentaram-se ali para ouvi-lo: Vandinho Leite (PSDB), Torino Marques (PSL), Rafael Favatto (Patri), Capitão Assumção (PSL) e Hudson Leal (Republicanos).

POUPOU CASAGRANDE. QUER DIZER…

No seu bombástico discurso, Enivaldo poupou a pessoa do governador Renato Casagrande, com quem não quer explodir a ponte. Mas, em certo momento, chamou o governador, indiretamente, de “prepotente”. O líder destituído destacou o precedente da Assembleia Legislativa de Goiás, onde o presidente, um deputado do PSB (partido de Casagrande), também antecipou a própria reeleição para continuar no cargo por mais alguns anos. “Mas o governador de lá, o Ronaldo Caiado, é outro prepotente, que também gosta de impor suas regras”, ressaltou Enivaldo.

ABRAÇO DE RAPOSAS (À TROIS)

Já na sessão deste terça-feira (3), Enivaldo foi visto conversando, dentro do plenário, com Theodorico Ferraço e com uma terceira velha raposa política: o ex-deputado federal Carlos Manato, presidente estadual do PSL, cuja bancada na Assembleia, sob a direção de Manato, tem aprofundado a oposição ao governo Casagrande. Ééééé, governador...
Carlos Manato, Enivaldo dos Anjos e Theodorico Ferraço confabulam na Assembleia (03/12/2019) Crédito: Natalia Devens

Cena Política: Por mais aulas de Português na Escolinha

Na Escolinha do Professor Erick Musso – como diria o colunista Leonel Ximenes –, alguns deputados andam confundindo os verbos ratificar (confirmar) e retificar (corrigir), que têm sentidos opostos. Na última quarta-feira (27), foi Marcelo Santos. Nesta segunda (2), foi a vez do próprio Erick.

Emenda gramatical

Vitor Vogas

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Benefícios das hortaliças: 8 opções para uma alimentação mais saudável
Bairro Vista da Serra I, onde adolescente foi baleado
Corpo de mulher é encontrado e retirado de valão na Serra
Imagem de destaque
A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados