Estagiária / [email protected]
Publicado em 27 de novembro de 2025 às 19:48
A finalíssima da Copa Libertadores da América 2025 entre Palmeiras e Flamengo já é o maior confronto entre clubes brasileiros da competição e, no entanto, pode vir a se tornar a maior final da história. O fato se dá pois, pela primeira vez, o Brasil obterá um time tetracampeão do principal campeonato da América. Conheceremos o clube coroado no dia 29 de novembro, a partir das 18h, e justamente na temporada que marca o ápice da rivalidade entre eles. >
Pensando neste momento histórico do futebol brasileiro, A Gazeta preparou uma série de reportagens que contam a história, caminhada, análises e expectativas para ambos os times que entrarão em campo no próximo final de semana no Estádio Monumental, em Lima, capital do Peru. Para isso, vamos começar resgatando a história do Palmeiras e relembrar as três vezes que o “Porco” conquistou a Glória Eterna.>
Embora já tivesse a conquista da Copa Mercosul em 1998, o Palmeiras almejava ardentemente alcançar a Glória Eterna com o título da Liberta. Com um elenco comandado pelo renomado técnico Luiz Felipe Scolari “Felipão” e protagonizado pelo goleiro “São Marcos”, eleito o melhor jogador do torneio, o clube alcançou seu primeiro título nos clássicos pênaltis em 16 de junho de 1999.>
Após a classificação pela Copa do Brasil, a caminhada alviverde começou no grupo 3 ao lado de Corinthians, Cerro Porteño e Olimpia, dois rivais paraguaios. Ilustremente, o primeiro Derby válido pela história da Libertadores estreou a campanha do Palmeiras, que ganhou por 1 a 0 com gol do lateral paraguaio Arce.>
>
Após vitória sob o Cerro Porteño, um clima de receio e incertezas surgiu. Três partidas seguidas sem vencer, apesar das derrotas, foi na última dessas partidas que o futuro melhor jogador da Liberta surgiu. Após a lesão do titular Velloso, o goleiro reserva Marcos assumiu a titularidade. >
No entanto, a classificação apenas se concretizou na última rodada com a virada de 2 a 1 sobre o Cerro Porteño. O Palmeiras avançou sendo o vice-líder da chave, com dez pontos, dois a menos que o Corinthians. Além de que simultâneamente enfrentava o desafio de disputar outras três competições: Torneio Rio-São Paulo, o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil.>
Partindo para as oitavas de final, o adversário seria o Vasco da Gama, vencedor da edição anterior da Liberta. O jogo de ida foi um empate em 1 a 1, no estádio Palestra Itália. Já no Rio de Janeiro, Alex marcou duas vezes e deu um show, auxiliando na vitória por 4 a 2 do Alviverde.>
Nas quartas de finais, um reencontro improvável. Mais um derby. No Morumbi, o Verdão saiu por cima vencendo por 2 a 0. Apesar da vitória com gols de Oséas e Rogério, o verdadeiro nome da partida foi o, até o pontapé da Liberta, goleiro reserva Marcos. E foi ali, diante do maior rival que o “São Marcos” começou a surgir.>
No jogo de volta, 2 a 0 Timão e decisão nos pênaltis, onde o inevitável São Marcos retomou seu protagonismo. Após o atacante do Corinthians, Dinei, desperdiçar a segunda cobrança, o goleiro defendeu o chute de Vampeta. O Palmeiras estava na semifinal e para Marcos só restou agradecer, se ajoelhou no gramado e clamou a Deus. >
Na partida de ida no Monumental de Núñez, em Buenos Aires (Argentina), o River Plate venceu por 1 a 0 e só não ganhou com uma vantagem maior graças ao paredão Marcos. Na volta, o Verdão contou com mais uma noite inspirada do maestro Alex, que brilhou marcando dois gols no triunfo por 3 a 0, e após 31 anos distante da finalíssima na Libertadores, o Palmeiras consagrava seu retorno.>
Assim como na semi, no dia 2 de junho, o Palmeiras foi derrotado na ida por 1 a 0. Duas semanas depois, chegava o dia do tudo ou nada. O Alviverde foi a campo com Marcos; Arce; Júnior Baiano; Roque Júnior e Júnior; César Sampaio, Rogério, Alex e Zinho; Paulo Nunes e Oséas. Após a primeira etapa sem gols, restou para o ídolo Evair deixar o banco de reservas e abrir o placar de pênalti aos 19’ do segundo tempo. E como diz o ditado: “tudo que é bom dura pouco”. Cinco minutos depois, Zapata igualou o placar, porém ainda restava muito tempo. >
Aos 30 minutos, Oseás levou o confronto para as temidas penalidades. Na primeira cobrança, Zinho deixou os torcedores apreensivos ao acertar a bola no travessão. Porém no quarto chute do Cali, Bedoya também encontrou a trave. Era a chance do Alviverde se sobressair nas penalidades, e Euller não desperdiçou, deixando o clube com vantagem pela primeira vez. >
Desde então, um Palestra Itália que estava calado formou um grito uníssono de “fora”. Zapata era o responsável por tentar manter o Cali na disputa, no entanto, o jogador desperdiçou a cobrança chutando ao lado esquerdo da trave. E então era real, o Palmeiras conquistou a América pela primeira vez.>
O projeto vencedor de 1999 foi reflexo direto da parceria com a Parmalat, com o investimento da empresa, o clube alcançou estrutura, contratações e competitividade. Ao longo de alguns anos, a “Era Parma” se firmou com 11 títulos.>
Depois de 1999, o clube obteve apenas trajetórias fracassadas, tendo como resultado mais longe chegar em 2001 e 2018 nas semis. Entretanto, o Palmeiras buscava incansavelmente o bicampeonato e para isso algumas mudanças eram necessárias. Em 2020, a confiança da diretoria e torcedores com o atual comandante estava abalada. Para assumir, a escolha foi do técnico português Abel Ferreira, enfim iniciando uma nova era no clube. >
Com o novo comando, apostar na juventude era a nova estratégia. Jogadores que não eram os principais, começaram a se tornar peças fundamentais e promissoras. Aos poucos, o Palmeiras caminhava para se tornar uma equipe ambiciosa.>
Foram 13 partidas com apenas uma derrota, na ida das semis para o River Plate por 2 a 0, e com vitórias marcadas por goleadas. A grande final foi a imortalização de um clássico paulista no Maracanã (RJ). Pela primeira vez na história, Palmeiras e Santos se enfrentaram na decisão da principal competição da América do Sul.>
De um lado, o Santos buscava se consolidar como maior campeão brasileiro da Libertadores e de outro, o Verdão almejava seu segundo título. O confronto foi marcado por uma partida sem muitas chances claras de gols, o que deixava a torcida ainda mais ansiosa e eufórica. >
E foi então, apenas nos acréscimos da segunda etapa, que o memorável aconteceu. O atacante Breno Lopes, que iniciou no banco, entrou para cravar o gol e seu nome na história palmeirense. O Estádio transcende em euforia e o Palmeiras conquista a América pela segunda vez. >
A conquista passou longe de ser apenas um título, se tornando enfim a confirmação de uma nova era ao clube. O qual após 2020, fincou-se como um dos clubes mais aniquiladores e ganhadores do Brasil.>
Após se tornar bicampeão da Libertadores em 2020, o Palmeiras buscava o tricampeonato em 2021. E ele veio após uma campanha sólida, com apenas uma derrota em 13 jogos. Marcando 29 gols e sofrendo 10. O atacante Rony ainda terminou como o artilheiro do clube com seis gols. Gustavo Scarpa, Raphael Veiga, Dudu e Gustavo Gómez eram os principais nomes do Alviverde. >
Após enfrentar clubes brasileiros desde as quartas: São Paulo, Atlético-MG nas semifinais; e enfim na final, o Flamengo. Em um jogo emocionante, o Palmeiras conquistou a Glória Eterna na prorrogação após o empate de 1 a 1 no tempo regulamentar.>
Logo no primeiro tempo, o Alviverde foi mais rápido e abriu o placar aos quatro minutos. O considerado melhor jogador da temporada no clube, Raphael Veiga, foi o autor do gol. No entanto, a vantagem no placar trouxe um gostinho da taça da Liberta para os torcedores. >
Apesar das boas defesas de Weverton, o Flamengo na segunda etapa voltou mais forte. Aos 26 minutos, Gabigol deixou o placar igual até o apito final e reacendeu as esperanças dos flamenguistas, obrigando se ir para a prorrogação.>
A prorrogação da finalíssima começou com times diferentes, obtendo a saída do autor do gol Raphael Veiga e a entrada do atacante Deyverson, o “Porco” buscava se igualar ao Flamengo no lado ofensivo. E a virada saiu justamente dos pés desse improvável herói, aos 4 minutos extras, após falha de Andreas, Deyverson aproveitou e sacramentou a virada. >
Após o apito final, o maestro Abel anotou de vez seu nome na história palmeirense guiando pelo segundo ano consecutivo o clube Glória Eterna, além de entrar para o seleto grupo de técnicos bicampeões da Libertadores. >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta