O ano de 2020 começou em clima de otimismo: especialistas e empresários apostam em um crescimento econômico superior ao visto nos últimos tempos, em uma retomada pós-crise. Essa visão é compartilhada pelo economista e ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central Alexandre Schwartsman. Ele ressalta, contudo, que o país ainda tem um longo caminho pela frente, principalmente na aprovação de reformas importantes como a tributária e administrativa.
Para Schwartsman, os juros baixos têm dado um alívio no endividamento crescente do país, mas o problema central precisa ser atacado com mais furor. “Não vamos ficar permanentemente com uma taxa Selic tão baixa como está agora (em 4,5%). Temos uma janela de oportunidade de dois a três anos para aprovar reformas que sinalizem que as contas públicas vão ficar em ordem”, diz.
Crítico da atuação do presidente Jair Bolsonaro, ele avalia que as políticas propostas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, têm ido na direção certa. Porém, têm esbarrado na dificuldade de articulação do Executivo nacional. “O ministro tem feito a parte dele, de formular uma série de coisas, mas não dá para resolver tudo no ‘posto Ipiranga’. Falta comando. Falta um papel de protagonismo do Executivo para levar essas reformas adiante”, avalia.
Voltando ao clima de otimismo, o economista aposta na aceleração da geração de empregos, vindos principalmente da construção civil. Confira entrevista: