A internação de uma criança de 7 anos de idade virou caso de polícia em Castelo, na região Serrana do Espírito Santo. A família suspeita de intoxicação porque o menino teria passado mal após ingerir uma vitamina de fruta industrializada. Segundo o pai, um auxiliar de produção de 35 anos, a criança já no primeiro gole começou a reclamar que a garganta estava doendo e em, seguida, eliminou sangue pela boca.
De acordo com o pai, o menino foi levado para a Santa Casa Castelense, onde foi avaliado por três médicos. Devido à gravidade, foi encaminhado para o Hospital Infantil São Francisco de Assis, em Cachoeiro de Itapemirim, sendo transferido, posteriormente para o Hospital Infantil de Vitória.
O estudante tem alergia a corantes, mas, segundo o pai, essa caixinha de vitamina de frutas da marca Selita não possui a substância. "Ele sempre tomava dessa vitamina porque o médico proibiu achocolatado, já que ele tem alergia a corante. Nós até cortamos o corante da alimentação dele, mas essa vitamina que demos não tem a substância", contou.
O menino permanece internado no Hospital Infantil de Vitória e está acompanhado da mãe. A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil que vai apurar o fato.
VIGILÂNCIA
Por meio de nota, a Vigilância Sanitária de Cachoeiro de Itapemirim informou que acompanha o caso e que já foi feito, inclusive, um contato com a vigilância de Castelo para que seja feita uma coleta no estabelecimento onde foi comercializado o produto. E ainda que uma equipe da vigilância de Cachoeiro realizou uma visita ao local de revenda da empresa de laticínios do município, mas não encontrou o lote referente à denúncia.
Já a Secretaria da Saúde de Castelo informou que o caso já foi notificado e está sendo acompanhado. No momento, a secretaria está tomando as devidas providências. Disse ainda que a família da criança está recebendo todo o apoio da prefeitura.
OUTRO LADO
A assessoria de comunicação da Selita informou que já tomou conhecimento do fato e está prestando assistência à família. Garantiu que este é o primeiro caso que chegou ao conhecimento da empresa de uma possível contaminação causada pelos produtos que são rigorosamente testados antes de entrar no mercado.