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Decisão do TJES

Vereadora acusada de rachid vai voltar para a Câmara de Linhares

Decisão é do desembargador Jorge Henrique Valle dos Santos. Rosinha Guerreiro chegou a ser presa em 2018, na Operação "Salário Amigo"

Publicado em 18 de Janeiro de 2019 às 01:11

Publicado em 

18 jan 2019 às 01:11
Rosinha Guerreira na chegada à Promotoria de Justiça, em fevereiro de 2018 Crédito: Ariele Rui

A partir desta sexta-feira (18), a vereadora afastada Rosa Ivânia Euzébio dos Santos, a Rosinha Guerreira (PSDC), pode voltar a ocupar o cargo na Câmara de Linhares para o qual foi eleita em 2016. A determinação do desembargador Jorge Henrique Valle dos Santos, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), suspende o afastamento cautelar dela, por julgá-lo incompatível com o andamento do processo que corre contra ela por rachid, que é quando um parlamentar se apropria dos salários dos servidores que atuam em seu gabinete.

De acordo com o entendimento do relator, o afastamento do exercício de vereador "trata-se de uma medida excepcionalíssima" e "somente deverá ser aplicado quando verificada a presença de elementos concretos de risco à instrução probatória". Ou seja, se a acusada, na função, pudesse atrapalhar a investigação.

Rosinha Guerreira é vereadora do PSDC Crédito: Facebook de Rosinha Guerreira

A vereadora responde a uma ação de improbidade administrativa impetrada pelo Ministério Público Estadual (MPES) e por uma ação criminosa referente ao caso, após ter sido presa na Operação "Salário Amigo", em fevereiro de 2018, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Norte).

Entre os dias 26 do mesmo mês e 2 de março, ela chegou a ficar presa no Centro Prisional Feminino de Colatina. Cerca de oito meses depois, no dia 12 de novembro de 2018, os vereadores da Câmara de Linhares aprovaram a criação de uma comissão e a abertura de uma investigação para apurar suposta prática de atos de improbidade administrativa por parte da vereadora.

De acordo com o presidente da Câmara de Linhares, Ricardo Bonomo (SD), as investigações internas acerca da vereadora continuam, mas não têm uma data para serem concluídas. Independentemente dos processos internos à Casa, ele garantiu que cumprirá a decisão judicial. "Se ela [Rosinha] requerer a volta dela amanhã (sexta, 18), o que eu acredito que deva acontecer, irei receber a posse", disse.

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