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Improbidade administrativa

Vereador de Bom Jesus é denunciado por gastos excessivos com combustíveis

Ministério Público quer o afastamento de Camilo Coelho da Silva (Podemos). A denúncia apresenta o aumento expressivo dos gastos em combustíveis, que em 2015 e 2016 foram de, aproximadamente, R$ 4.400,00 e R$ 3.600,00, respectivamente, e em 2017 chegou em torno de R$ 17 mil

Publicado em 01 de Agosto de 2019 às 15:32

Publicado em 

01 ago 2019 às 15:32
Vereador de Bom Jesus do Norte é denunciado pelo MP por gastos excessivos com combustíveis Crédito: (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)
O vereador Camilo Coelho da Silva (Podemos), eleito com o nome Camilo da Autoescola, em Bom Jesus do Norte, no Sul do Estado, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) por irregularidades envolvendo o abastecimento de combustível prestado à Câmara Municipal, em 2017, quando era o presidente da casa.
Segundo informações do MPES, o fornecimento de combustível foi feito sem licitação pública e, além do único veículo do legislativo, carros particulares também eram abastecidos, por isso, órgão requer o afastamento da função pública do vereador, bem como o bloqueio de bens. A dona de um posto de combustíveis e outros dois postos também foram alvos da mesma ação.
A denúncia apresenta o aumento expressivo dos gastos em combustíveis, que em 2015 e 2016 foram de, aproximadamente, R$ 4.400,00 e R$ 3.600,00, respectivamente, e em 2017 chegou em torno de R$ 17 mil.
Ainda de acordo com o MPES, foi montado um esquema para lesar os cofres públicos e os documentos coletados comprovam os abastecimentos irregulares, como aconteceu no dia 15 de março de 2017, quando um suposto veículo da Câmara de Bom Jesus do Norte recebeu abastecimento às 14h42, em um posto de combustíveis da cidade de Bom Jesus do Itabapoana-RJ. Entretanto, no mesmo dia, o veículo da Casa de leis estava em viagem na cidade de Vitória-ES, transportando o próprio presidente, alguns vereadores e um advogado.
O MPES verificou, ainda, que um dia antes, 14 de março de 2017, foram emitidas duas notas ficais, sem detalhamento, em favor da Câmara. Uma com o abastecimento de 263,900 litros de gasolina e outra de 44,339 litros, em um intervalo menor que uma hora. Na ação consta ainda outros exemplos de abastecimentos irregulares custeados pelo Legislativo municipal.
O OUTRO LADO
A reportagem entrou um contato com a Câmara de Vereadores para tentar falar com o vereador denunciado. A servidora que atendeu a ligação informou dois números de telefone que seriam do vereador, mas as chamadas realizadas para os dois números não completaram. O espaço fica aberto para que o vereador se defenda.
 
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