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Eleições 2022

Se eleito, Lula vai governar para se perpetuar no poder, diz Tebet

Candidata do MDB diz que petista fará uma administração populista na presidência, para garantir novos mandatos ao PT

Publicado em 19 de Setembro de 2022 às 19:29

Agência Estado

Publicado em 

19 set 2022 às 19:29
SÃO PAULO - A candidata à Presidência pelo MDB, senadora Simone Tebet, disse que não acredita num governo Lula. Para ela, o petista, se eleito, fará um governo populista para garantir uma perpetuação no poder do Partido dos Trabalhadores (PT) nos próximos anos.
A crítica foi feita logo após sabatina organizada por O Estado de S.Paulo em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.
Simone Tebet
Simone Tebet negou estar em negociação com Lula por apoio em um eventual segundo turno Crédito: Simone Tebet / Instagram / Divulgação
Foi uma resposta à pressão que a sua candidatura vem sofrendo da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para atrair votos dos eleitores da emedebista e tentar vencer já no primeiro turno das eleições, marcado para o próximo dia 2 de outubro.
"Eu não acredito no governo Lula. Por isso, eu sou candidata. Eu não consigo visualizar (apoio), a não ser o papel que nós temos de fortalecimento de um pacto a favor do Brasil que começa e não termina agora", disse a presidenciável.
Segundo Simone Tebet, um eventual governo Lula seria mais do mesmo. "Vai ser um Perón", disse num referência a Juan Domingo Perón, presidente da Argentina por três mandatos nas décadas de 1940, 50 e 70.
Na sabatina, Tebet manifestou desconforto com a campanha pelo voto útil e disse que vai lutar "até o fim". Ele se recusou a falar em negociações futuras e quais compromissos da pauta econômica poderiam entrar num acordo com a campanha do PT.
A presidenciável negou que já esteja em negociação com Lula de apoio num eventual segundo turno com o presidente Jair Bolsonaro. Tebet disse que nunca se reuniu com o Lula.
"Eu não converso com Lula. Sabe quando eu conversei com Lula, e até ele foi gentil em me cumprimentar e fazer uma brincadeira comigo, foi no dia do debate (da Band). Eu não tenho o celular dele e não sei com quem ele fala", disse Tebet.
Especulações em torno do nome da candidata para comandar um ministério, entre eles Justiça e Agricultura, como parte de uma negociação política, no segundo turno, têm surgido em Brasília.
Na semana passada, a candidata do MDB alertou a campanha do PT de que a estratégia pelo voto útil é desrespeitosa e pode afugentar apoios de Lula no segundo turno. Caciques do MDB, que apoiam Lula e tentaram inviabilizar sua candidatura, jogam pressão adicional pelo voto útil. O comando, no entanto, pode acabar liberando voto em caso de segundo turno.
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