A pergunta feita ao longo do dia nessa quarta-feira (7) foi a mesma para vários dirigentes e políticos do PT no Espírito Santo: o que o partido fará no segundo turno da eleição para governador?
O subtexto da
pergunta era: depois de ter alcançado pouco mais de 15% dos votos válidos com
Helder Salomão, mas não ter avançado ao segundo turno, o PT poderá apoiar, ou
ajudar de alguma forma, o governador Ricardo Ferraço (MDB), visando impedir uma
hoje mais provável vitória do candidato do bolsonarismo, Lorenzo Pazolini (Rep)?
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Sob anonimato, recebi algumas respostas. E todas convergiram
nas duas mesmas direções:
1. O PT tem uma preocupação muito maior, prioridade máxima
do partido, inclusive no Espírito Santo: fortalecer a campanha do presidente
Lula, buscando virar e conquistar votos nas próximas duas semanas e meia, a fim de
promover uma inédita virada e evitar o retorno ao poder da extrema direita representada pela
família Bolsonaro. Esse é o foco.
2. Sobre Ricardo, muito pouco se comenta. O tema mal foi discutido. Praticamente nem se fala na possibilidade de apoio ao atual
governador. A sensação transmitida é de frieza, até certa indiferença. No momento,
ninguém no PT está lá fazendo muita questão de estender ao emedebista uma mão que
ele mesmo não pediu. E, pelo menos por ora, em vez de mão estendida, a
tendência é a de mãos lavadas.
“Sobre isso não tenho o que dizer. Só estamos falando de
Lula”, resumiu, ontem, dirigente da alta cúpula estadual.
“Ricardo ainda não procurou o PT. Estamos esperando o movimento dele. Não vamos declarar apoio a quem não dá a menor importância ao partido. Nosso foco será a campanha de Lula e desgastar Flávio Bolsonaro. Se isso atrapalha Pazolini e ajuda Ricardo, será efeito colateral. Mas a inclinação do partido é não declarar apoio”, adiantou, também reservadamente, outro membro da cúpula estadual.
De todo modo, o PT tem marcada para esta quinta (8), às 19
horas, uma reunião do diretório estadual, na qual o 2º turno no Estado deverá
ser pautado.
Na terça (6), houve uma primeira reunião, mais restrita, das
duas correntes que, desde o ano passado, controlam o diretório estadual: a Para
Voltar a Sonhar (de Helder e Iriny Lopes) e a Alternativa Socialista (de João Coser).
A ver se haverá ou não mudança de inclinação.
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