Reeleito para seu terceiro mandato consecutivo na Assembleia
Legislativa do Espírito Santo (Ales), Lucínio Castelo de Assumção, mais conhecido
como Capitão Assumção, foi, pela segunda eleição seguida, o 2º deputado
estadual mais votado do Espírito Santo. No início do próximo mandato, marcado
para fevereiro, o parlamentar se verá numa situação sui generis: quem quer que seja o próximo governador, não será
alguém que ele possa chamar de aliado. Ao contrário.
> Clique aqui e receba em primeira mão a Coluna Vitor Vogas pelo Whatsapp
Assumção não é aliado de Ricardo e nunca foi da base do
governo Casagrande. Desde que chegou à Assembleia, em 2019, sempre lhe fez
oposição – embora mais suave nos últimos três anos. Por essa razão, além
obviamente do fato de que o PL apoia Pazolini, seria de se pensar: então ele é
aliado de Pazolini, certo? Seria a conclusão natural... mas não é bem assim.
Na verdade, Assumção tem em Pazolini um adversário até maior
do que tem em Ricardo. Não faz muito tempo, os dois se enfrentaram nas urnas e
na Justiça. Foram adversários na disputa pela Prefeitura de Vitória em 2024,
vencida no 1º turno pelo então prefeito. Assumção concorreu pelo PL e, durante
aquela eleição municipal, não poupou críticas a Pazolini.
Por diversas vezes, o deputado disse que não considerava Pazolini
representante da direita, por não se manifestar em defesa de algumas pautas
bolsonaristas e não fazer a defesa pública do ex-presidente Bolsonaro.
Por publicações de Assumção, Pazolini o processou e obteve
algumas vitórias na Justiça Eleitoral. O deputado foi condenado a pagar algumas
multas, e a não quitação dessas pendências foi o motivo que por pouco não o
deixou de fora desta eleição. Ele chegou a ter o registro de candidatura negado
pelo TRE-ES, em decisão revista posteriormente.
Por essa e outra razões, Assumção antecipa: na próxima
legislatura, manterá em plenário postura de independência, qualquer que seja o
resultado do 2º turno entre Pazolini e Ricardo.
Com certeza, postura independente. O governador quem escolhe é o eleitor, no dia 25. Eu não vou antecipar rótulo. A partir de fevereiro, o critério é o da coerência de 8 anos: projeto que for bom para o capixaba, eu voto a favor. Projeto ruim, eu voto contra. Isso vale se ganhar o Pazolini e vale se ganhar o Ricardo.”
Capitão Assumção (PL), deputado estadual reeleito
Ele completa: “O meu voto é de opinião. Não tenho entregas.
Nem tenho lideranças em prefeituras ou Câmaras. Não vai mudar muita coisa”.
Leia mais colunas de Vitor Vogas