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Vitor Vogas

Perde e ganha: quem sobe e quem desce na Assembleia Legislativa do ES

A renovação, os sobreviventes, as maiores bancadas, a nova correlação de forças, os recordistas de mandatos, o novo decano, os vereadores eleitos e os não eleitos, os prefeitos eleitos e os não eleitos, os ex-deputados que não conseguiram voltar

Publicado em 07 de Outubro de 2026 às 05:00

Públicado em 

07 out 2026 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas Vitor Vogas
Plenário da Assembleia Legislativa Eduardo Dias

Mudanças à vista na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Dos 30 atuais deputados estaduais, 22 disputaram a reeleição. Desses, 14 conseguiram se reeleger. A renovação, assim, será de mais de 50%. Dos 30 próximos deputados, que tomarão posse em fevereiro, 16 não estão lá atualmente. 


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Os sobreviventes

Quem conseguiu se reeleger: Camila Valadão (PSol), Capitão Assumção (PL), Vandinho Leite (MDB), Pablo Muribeca (Republicanos), Mazinho dos Anjos (MDB), Adilson Espindula (PP), Janete de Sá (PSB), Dary Pagung (PSB), Raquel Lessa (PP), Alexandre Xambinho (Podemos), Fabrício Gandini (Podemos), Hudson Leal (Agir), José Esmeraldo (União) e Delegado Danilo Bahiense (PL).

Quem não conseguiu se reeleger

Alcântaro Filho (Republicanos), Allan Ferreira (Podemos), Bispo Alves (Republicanos), Coronel Weliton (DC), Denninho Silva (União), Fábio Duarte (PDT), Marcos Madureira (Podemos) e Zé Preto (Podemos).

Quem conseguiu “subir” para Brasília

Dos oito atuais estaduais que tentaram subir de cargo, metade foi bem-sucedida: Lucas Polese (PL), Dr. Bruno Resende (União), Marcelo Santos (União) e João Coser (PT) vão para a Câmara dos Deputados.

Já Tyago Hoffmann (PSB) e Iriny Lopes (PT) não conseguiram se eleger para a Câmara, enquanto Sergio Meneguelli (PSD) e Wellington Callegari (DC) não irão para o Senado. 

A coligação que mais elegeu deputados 

Considerando os partidos que formam cada coligação majoritária (a de Ricardo, a de Pazolini e a de Helder), a que mais elegeu estaduais, disparadamente, foi a do atual governador, com 18 eleitos: Federação União Progressista (5), Podemos (4), MDB de Ricardo (4), PSB de Casagrande (3) e Agir (2).

A de Pazolini elegeu 8: os 6 do PL e mais dois do Republicanos, sigla do ex-prefeito de Vitória.

A de Helder fez 3 (os do PT). Inclua-se aqui também Camila Valadão, já que o PSol formalmente não se coligou com o PT, mas apoiou Helder para governador. 

Partidos que terão representantes

Na atual composição, 12 partidos ou federações têm representantes na Assembleia. A partir de fevereiro, serão só 9 bancadas:

. PL (6)

. Federação União Progressista (5)

. Podemos (4)
. MDB (4)

. PT (3)

. PSB (3)

. Agir (2)

. Republicanos (2)

. PSol (1)

Vereadores “promovidos”

Entre os 16 novatos, metade corresponde a vereadores “promovidos”: Davi Esmael (Rep), Karla Coser (PT) e Dárcio Bracarense (PL), de Vitória; Açucena (PT) e o Dr. Fernando Santorio (PP), de Cariacica; o Pastor Dinho Souza (PL), da Serra; o Dr. Vitor Louzada (PL), de Colatina; e Thiago do Casal Policial (PL), de Guarapari.

Ex-prefeitos eleitos

Também chegam à Assembleia três ex-prefeitos: o de Cachoeiro, Victor Coelho (PSB), o de Mimoso do Sul, Peter Costa (PP), e o de Águia Branca, Brizola Corteletti (Agir).

Ex-prefeitos não eleitos

Agora, o que chama mesmo a atenção é o grande número de ex-prefeitos não eleitos para a Assembleia: Daniel Santana (PP), de São Mateus; André Fagundes (Podemos), de Nova Venécia; Fabrício Petri (Agir), de Anchieta; Audifax (PP), da Serra; Luciano Pingo (Agir), de Ibatiba; Dr. Henrique Vargas (PL), de São Gabriel da Palha; Solange Lube (MDB), de Viana. Esses são alguns exemplos.  

Vereadores não eleitos

Também houve um grande número de vereadores que tentaram dar o salto, mas não conseguiram se reeleger. Entre eles, Dr. Hércules (PP), de Vila Velha; Lelo Couto (MDB), presidente da Câmara de Cariacica; Anderson Goggi (Rep), presidente da Câmara de Vitória; Devacir Rabello (PL), de Vila Velha; Aloísio Varejão (PSB), de Vitória; Pastor Fabiano (PL), de Vila Velha. 

Ex-deputados não eleitos

Vários ex-deputados estaduais também não conseguiram voltar à Casa de Leis. Entre eles, Majeski (MDB), Alexandre Quintino (MDB), Nunes (PT), Marcos Garcia (Rep), Sandro Locutor (MDB), Dr. Rafael Favatto (PL) e Bruno Lamas (PSB). 

Aliás, entre os 30 eleitos, apenas um é ex-deputado, mesmo assim com um grande asterisco: suplente do PT na eleição de 2022, Julinho da Fetaes assumiu só por cerca de quatro meses entre julho e outubro de 2024, enquanto João Coser disputou a eleição a prefeito de Vitória.

Paulo Folletto (PSB)

Encerrando o quarto mandato seguido na Câmara dos Deputados, depois de dois na Assembleia Legislativa, Paulo Folletto ficará sem mandato parlamentar pela primeira vez em 24 anos. Com 14.545 votos, não conseguiu voltar para a Assembleia. 

Caus e Jacqueline

Colaboradores do último governo Casagrande (PSB), o ex-comandante-geral da PMES Coronel Caus (Podemos) e a ex-secretária estadual de Mulheres Jacqueline Moraes (PSB) também não conseguiram chegar. 

Os recordistas

Agora, sobreviventes mesmo são os deputados Janete de Sá (PSB) e José Esmeraldo (União). Ambos vão para o sétimo mandato na Ales. 

O novo decano

Mas, considerando o tempo ininterrupto, com a subida de Marcelo Santos (União) para a Câmara Federal, quem se tornará o decano da Casa é Dary Pagung (PSB): está lá, sem interrupções, desde 2008 (totalizando cinco mandatos). E está indo para o sexto seguido.  

Representatividade manda lembranças

E mais uma vez, conforme previmos aqui, o número de mulheres eleitas na Assembleia foi baixíssimo: apenas meia dúzia, num universo de 30, ou seja, 20%. Ok, pode-se argumentar que é um crescimento, já que, atualmente, há ainda menos mulheres: apenas quatro. Duas a mais já é um ganho. Mas 20% ainda é muito aquém do ideal de paridade.

Foram eleitas Karla Coser (PT), Açucena (PT) e Jeesala Coutinho (MDB), que se juntam às reeleitas Camila Valadão (PSol), Raquel Lessa (PP) e Janete. 

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Vitor Vogas

Vitor Vogas Vitor Vogas

Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.

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