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Decisão Judicial

Prefeito de Laranja da Terra é absolvido em ação eleitoral por compra de votos

Justiça julgou improcedente ação que apurava abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. A decisão foi proferida na segunda-feira (18) pela juíza Sílvia Fonseca Silva, da 7ª Zona Eleitoral de Baixo Guandu

Publicado em 20 de Agosto de 2025 às 17:10

Tiago Alencar

Publicado em 

20 ago 2025 às 17:10
Douglas Brandão e Joadir Lourenço
Douglas Brandão e Joadir Lourenço Crédito: Reprodução/Instagram
Justiça Eleitoral julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida contra o prefeito eleito de Laranja da Terra, Joadir Lourenço (PSDB), e seu vice, Douglas Brandão (PSDB), absolvendo-os em um processo que apurava abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. A decisão foi proferida na segunda-feira (18) pela juíza Sílvia Fonseca Silva, da 7ª Zona Eleitoral de Baixo Guandu.
O candidato derrotado, Florisvaldo Kester (MDB), autor da ação, ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES).
Joadir foi eleito em 2024 com 49,43% dos votos válidos (4.028 no total). A ação apresentada pela chapa adversária pedia, inicialmente, a suspensão da diplomação dos eleitos, o que foi negado pela então juíza responsável, Walméa Elyze Carvalho Pepe de Moraes, que apenas determinou a citação dos investigados para defesa.
Além do prefeito e do vice, também foram alvos do processo o filho de Joadir, Fernando Lourenço Marques, e a nora, Paloma Rossmann Briscke. A acusação incluiu declarações de dois eleitores, com firma reconhecida em cartório, que afirmaram ter recebido R$ 700 e R$ 1 mil para votar no candidato tucano.
Uma das testemunhas declarou ter recebido R$ 700 via Pix da nora do prefeito e que só teria ido votar em Laranja da Terra por conta do pagamento.
Outro eleitor afirmou ter recebido R$ 1 mil diretamente do filho de Joadir e disse conhecer outras pessoas que também teriam recebido valores por Pix. A ação anexou ainda um comprovante de transferência de R$ 200 feita pela nora do prefeito para outra pessoa.
Em dezembro de 2024, os eleitos negaram as acusações em nota enviada à reportagem, ressaltando que a campanha foi conduzida dentro da legalidade e que a prestação de contas já havia sido aprovada.

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