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Prefeito, chefe de gabinete e empresários; quem são os presos pela PF em São Mateus

Sete pessoas foram presas e 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. O montante movimentado com contratos com indícios de fraudes chega a R$ 50 milhões, segundo a PF

Prefeito de São Mateus, Daniel Santana Barbosa, o Daniel da Açaí
Prefeito de São Mateus, Daniel Santana Barbosa, o Daniel da Açaí. Crédito: Reprodução 

Operação Minucius deflagrada na manhã desta terça-feira (28) resultou na prisão de sete pessoas. Entre os presos estão o prefeito de São Mateus, Daniel Santana Barbosa, o Daniel da Açaí (sem partido), apontado como o líder do esquema criminoso, uma das controladoras do município, seu operador e quatro empresários.

Eles são suspeitos de fraudar licitações e desviar recursos públicos. Além dos sete presos, a operação mais investiga 12 pessoas.

Confira abaixo quem é quem, segundo as investigações:

  • Daniel Santana Barbosa (sem partido): prefeito de São Mateus e apontado pela Polícia Federal como líder do esquema criminoso.
  • Luana Zordan Palombo: controladora municipal, chefe de gabinete e braço direito de Daniel. Foi funcionária dele na Mineração Litorânea e  administrava empresas de Daniel em nome de laranjas. Ela é apontada como a responsável pela organização do esquema de fraudes em licitações no município.
  • João de Castro Moreira: conhecido como João da Antártica, é apontado como amigo de Daniel e testa de ferro no planejamento da execução de atividades escusas. Ele seria o responsável por simular compra de imóveis em nome dos filhos e por recolher dinheiro oriundo de propina, segundo as investigações. De acordo com a PF, além de participar de lavagem de dinheiro em compra de imóveis, ele atuava como cabo eleitoral de Daniel.
  • Edivaldo Rossi da Silva: empresário da K&K Gêneros Alimentícios. As investigações apontam que a empresa se beneficiou em pelo menos dois processos de dispensa de licitação conduzidos pela prefeitura de São Mateus. 
  • Yosho Santos: empresário dono da Estrela Shows e Eventos. É apontado nos autos como um parceiro do prefeito, que o auxiliaria colocando em prática esquemas de corrupção e de lavagem de dinheiro.
  • Gustavo Nunes Massete: empresário da Massete Estrutura e Eventos. A empresa aparece em licitações para simular concorrência, como um rodízio, segundo as investigações. Ele também atuava como cabo eleitoral de Daniel;
  • Caio Faria Donatelli: empresário dono da Multiface Serviços e Produções, que seria parceria de Daniel no esquema de desvio de recursos. A empresa tem R$ 36 milhões em contratos com a prefeitura, é alvo de CPI na Câmara de Vereadores e foi contratada para a construção de passarelas de acesso ao mar de Guriri com verba federal R$ 500 mil. De acordo com a PF, o prefeito teria recebido cerca de 10% a 20% do valor do contrato a fim de concretizar o negócio.

Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão na casa do Prefeito de São Mateus

O CASO

A Polícia Federal aponta que o volume contratado pelas empresas suspeitas gira em torno de R$ 50 milhões. Daniel da Açaí e outras seis pessoas foram presos suspeitas de participarem de uma organização criminosa que fraudava licitações e desviava recursos públicos.

Os investigados poderão responder pela prática dos crimes de corrupção passiva e corrupção ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa e de fraudes licitatórias.

Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 25 de busca e apreensão, em residências e empresas nos municípios de São Mateus, Linhares e Vila Velha. 

PREFEITO SE AUTOCONTRATAVA

Em coletiva realizada na manhã desta terça-feira (28), o superintendente da Polícia Federal no Espírito Santo,  Eugênio Ricas, e o procurador regional da República, Carlos Aguiar, explicaram que Daniel da Açaí se autocontratava em um esquema piramidal, o qual todos os participantes tinham funções muito bem definidas.

"As empresas eram indicadas para fazer a contratação. Parte desses valores contratados eram pagos em propina. Depois dessa fase, havia a lavagem de dinheiro", afirmou Ricas.

"O prefeito se autocontratava. Ele se valia da caneta que tem para poder viabilizar a contratação de empresas que pertence a ele, mas que estão em nome de laranjas", ressaltou Aguiar. 

Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF

Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF
Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF. Polícia Federal
Policiais federais em operação que prendeu prefeito de São Mateus
Policiais federais em operação que prendeu prefeito de São Mateus. Polícia Federal
Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF
Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF. Polícia Federal
Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF
Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF. Polícia Federal
Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF
Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF. Polícia Federal
Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF
Prefeito de São Mateus e empresários são presos em operação da PF. Polícia Federal
Dinheiro e joias apreendidos na casa do prefeito de São Mateus
Dinheiro e joias apreendidos pe. Divulgação/PF
Dinheiro e joias apreendidos pe
Dinheiro e joias apreendidos pe
Dinheiro e joias apreendidos pe
Dinheiro e joias apreendidos pe
Dinheiro e joias apreendidos pe
Dinheiro e joias apreendidos pe
Dinheiro e joias apreendidos pe

O QUE DIZEM OS CITADOS

A Prefeitura de São Mateus informou que o município só vai se manifestar quando tiver acesso aos autos do processo.

A reportagem entrou em contato com o pai de Caio Donatelli , o vereador de Linhares Juarez Donatelli (PV). Ele disse que o filho foi prestar depoimento na Polícia Federal, mas que não recebeu voz de prisão. A decisão do TRF2, no entanto, determina prisão temporária, de cinco dias, de Caio Faria Donatelli.

O advogado, Jayme Henrique, que representa Caio, informou que está seu cliente está na Polícia Federal em São Mateus e que só após a audiência de custódia a defesa vai se pronunciar sobre a prisão.

A Gazeta tenta contato com os outros citados. O texto será atualizado. 

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