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Sucessão de Raquel Dodge

Lista para sucessão de Dodge recebe duas inscrições no 1ª dia

O mandato da procuradora-geral, Raquel Dodge, termina em setembro

Publicado em 06 de Maio de 2019 às 23:43

Publicado em 

06 mai 2019 às 23:43
O mandato da procuradora-geral, Raquel Dodge, termina em setembro Crédito: José Cruz/Agência Brasil
Os subprocuradores-gerais Luiza Cristina Frischeisen e Mario Bonsaglia foram os dois primeiros a se candidatar, nesta segunda-feira (6), para a sucessão na Procuradoria-Geral da República. O mandato da procuradora-geral, Raquel Dodge, termina em setembro.
A eleição é organizada pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) e desde 2003 vem sendo respeitada por todos os presidentes, apesar de não constar de lei.
O objetivo da votação interna é a formação de uma lista tríplice que será levada ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) em 18 de junho.
Como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo, Bolsonaro tem sido orientado a indicar um subprocurador-geral da República, o último nível da carreira no MPF (Ministério Público Federal), para comandar o órgão.
Qualquer que seja o nome indicado, ele precisa passar por sabatina do Senado.
As inscrições de candidaturas vão até o próximo dia 15 -membros da carreira apostam que haverá ao menos mais quatro nomes na disputa.
Frischeisen e Bonsaglia são experientes na área criminal. Frischeisen é candidata pela primeira vez e anunciou que concorreria na última quinta (2). Bonsaglia já figurou entre os mais votados nas duas últimas listas (em 2015 e 2017).
Em conversas reservadas, o presidente não se comprometeu a escolher um dos indicados na lista tríplice. Bolsonaro não descarta, porém, levar a lista em consideração caso ela inclua um nome que o agrade. Por isso, ele definiu que irá aguardá-la antes de fazer sua escolha.
De acordo com auxiliares presidenciais, a defesa do nome de um subprocurador-geral é capitaneada por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), os quais argumentam que o assento ao lado do presidente de um tribunal superior só cabe aos que estão no topo da carreira.
Como as funções delegadas pelo procurador-geral -como as de vice-procurador-geral, vice-procurador-geral eleitoral e corregedor-geral- são exclusivas dos subprocuradores, para eles não faria sentido nomear alguém em posição anterior na carreira para ser o chefe da instituição.
OS COTADOS
- Raquel Dodge
Atual procuradora-geral, tem direito a concorrer a mais um mandato
- Augusto Aras
Subprocurador-geral da República, é ligado a Dodge
- Mario Bonsaglia
Subprocurador-geral da República, figurou na última lista tríplice
- Lauro Cardoso
Procurador regional, foi secretário-geral na gestão de Rodrigo Janot
- Blal Dalloul
Procurador regional, também foi secretário-geral na gestão de Janot
Vladimir Aras
Procurador regional, é ligado a Janot. É primo de Augusto Aras
- José Robalinho
Presidente da ANPR, é apontado como candidato por colegas, mas não confirma
- Luiza Cristina Frischeisen
Subprocuradora-geral, coordena a câmara criminal do MPF
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