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OS em Vitória

Instituto do ES foi alvo de operação que afastou Witzel

O Instituto Solidário fica na Praia do Suá, em Vitória, e foi alvo de mandado de busca. A entidade administra um hospital no Rio de Janeiro
Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 ago 2020 às 20:28

Publicado em 31 de Agosto de 2020 às 20:28

Edifício que abriga sede do Instituto Solidário, em Vitória, foi alvo de mandado de busca
Edifício que abriga sede do Instituto Solidário, em Vitória, foi alvo de mandado de busca Crédito: Reprodução/Google Street View
A organização social Instituto Solidário, com sede na Praia do Suá, em Vitória, foi alvo do mandado de busca cumprido no Espírito Santo durante a operação que afastou Wilson Witzel (PSC) do governo do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (28).  O instituto administra o Hospital Estadual Getúlio Vargas e a UPA da Penha, no Rio de Janeiro. 
A organização é citada na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo os procuradores, ela teria participado de um processo seletivo para a escolha do novo gestor do Hospital Zilda Arns, no Rio de Janeiro, apenas para "dar ares de legalidade ao processo". A defesa do instituto nega qualquer irregularidade.
O Ministério Público registrou que o instituto contestou o resultado da licitação, vencida pela Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Mutuípe, mostrando-se, mais uma vez, interessado na disputa. No recurso apresentado, contudo, o Instituto Solidário encaminhou documentos que dizem respeito a outro processo de seleção, para a gestão do Hospital Padre Anchieta.
A denúncia tem como base a delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos. Segundo o delator, a Associação de de Mutuípe, que tinha Gothardo Lopes Netto como sócio oculto, beneficiou-se de direcionamento no edital e teve informações privilegiadas para vencer o certame.
"A fraude, contudo, é tão nítida que o Instituto Solidário, em sua impugnação, faz referência a outro processo de seleção, do Hospital Padre Anchieta", escreve a PGR.
A entidade não está entre os denunciados no esquema, mas, para os investigadores, a organização social capixaba – associação privada sem fins lucrativos que presta serviço ao Estado – é "mais uma favorecida pelo grupo criminoso, a quem também foi direcionada uma licitação a mando de Edson Torres e Victor Hugo Barroso. Assim, a impugnação serviu apenas para dar cobertura ou verniz de legalidade a uma seleção fraudada".
Edson e Hugo são aliados e apontados como operadores do Pastor Everaldo, que foi preso na operação.
Pessoas que trabalham perto do prédio em que o Instituto Solidário está localizado, em Vitória, relataram a presença de agentes da PF na sexta-feira.
A operação também prendeu o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro Lucas Tristão, que é capixaba e considerado braço direito de Wilson Witzel. Ele conheceu o governador, quando Witzel deu aulas de Direito na UVV, em Vila Velha, entre 2005 e 2008. Após ser procurado e não encontrado, Tristão se apresentou à Polícia Federal, ainda no Rio, no mesmo dia da  deflagração da operação.

O OUTRO LADO

De acordo com o advogado Ludgero Liberato, que defende o Instituto Solidário, nada foi apreendido na sede. Ele afirma que tem plena convicção de que a apuração dos fatos irá demonstrar que nem a organização social ou qualquer pessoa ligada a ela praticou quaisquer dos fatos que lhe foram atribuídos na delação.
O advogado destaca ainda que há prova que o instituto detinha requisitos para vencer o certame, como foi reconhecido no processo investigatório. “O instituto irá colaborar com as investigações prestando todos os esclarecimentos que forem necessários à elucidação dos fatos.

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