Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

1ª sessão de 2020

Em clima pré-eleitoral, Câmara de Vitória inicia ano com críticas à prefeitura

Além dos vereadores pré-candidatos a prefeito, sessão contou com a presença do vice-prefeito Sérgio Sá, que está com relação estremecida com Luciano Rezende

Publicado em 04 de Fevereiro de 2020 às 22:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 fev 2020 às 22:58
Primeira sessão do ano na Câmara de Vitória Crédito: Natalia Devens
Em ano de eleição e contando com vários pré-candidatos a prefeito ou à reeleição, a Câmara de Vereadores de Vitória voltou aos trabalhos, nesta terça-feira (4), em uma sessão marcada por fortes críticas à prefeitura da Capital. Parlamentares que já vinham fazendo oposição ao prefeito Luciano Rezende (Cidadania), e que se articulam para lançar candidatura ao Executivo, como Mazinho dos Anjos (PSD) e Roberto Martins (PTB), utilizaram seus discursos para apontar problemas que foram desde os transtornos com os blocos clandestinos, até o salário dos professores e escolas em obras.
O presidente da Câmara, Cléber Felix (PP), o Clebinho, que também é pré-candidato, foi outro que fez cobranças à prefeitura na área de educação. O vice-prefeito de Vitória, Sérgio Sá (PSB), compareceu à sessão representando o Executivo. Segundo ele, foi uma visita de cortesia, que não estava combinada com o prefeito.
O estremecimento na relação entre Sá e Luciano se tornou público nas últimas semanas, após o prefeito ter exonerado o vice do cargo de secretário de Obras e Habitação da cidade, logo após ele ter assinado, junto ao PSB, a inscrição como pré-candidato a prefeito pelo partido. A atual gestão deve apoiar a candidatura do deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania).
Sérgio Sá afirmou que foi à Câmara a convite do presidente, Clebinho. "Não tem nada por trás. Já fui vereador, me identifico muito com a Câmara, vim sem uma necessidade formal, como uma prestação de contas. Somente para cumprimentá-los e desejar um excelente ano", disse.

CRÍTICAS À SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO

Durante a sessão, o vereador Mazinho criticou a prefeitura, alfinetando, inclusive, Gandini.
"Há uma creche improvisada em Jardim Camburi, de madeirite, funcionando em uma praça municipal, e que está assim há 12 anos. Retiraram o recurso para a construção da creche, e ela ainda está em obras. Isso foi assinado na secretaria do Fabrício Gandini (que foi secretário de Gestão, Planejamento e Comunicação entre 2017 e 2018). Estão gastando R$ 1,5 milhão nessa obra, e a escola continua improvisada. As aulas começam amanhã (quarta-feira, dia 5) e as crianças não têm onde estudar. Não deve ter projeto. Só querem enganar o povo em ano eleitoral. Querem fazer obra em ano eleitoral em todo canto, sem planejamento nenhum, pára a cidade toda", discursou.
Roberto Martins também apontou uma situação na área de educação, sobre o salário dos professores. "O prefeito teve a coragem de mover uma ação contra o piso dos professores do município de Vitória. Ele demonstra, com essa ação, que ele odeia a educação e nossos professores. O vice-prefeito afirmou que se gasta R$ 53 milhões em privilégios, gratificações especiais. O aumento dos professores seria de R$ 600, eles ganham hoje R$ 2.100. E esse prefeito nos apresenta um sucessor que iludiu os professores, que propôs questões inconstitucionais, populistas. É um grupo que se especializou na demagogia", disse.
Vereador da base do prefeito, Vinícius Simões (Cidadania) foi o único a buscar fazer um contraponto, listando avanços obtidos pela cidade nos últimos meses, como por exemplo o fato de a prefeitura ter dado mochilas para todos os alunos da rede municipal.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do prefeito Luciano Rezende para repercutir as críticas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

ANO ELEITORAL

Alguns parlamentares já salientaram, nesta primeira sessão do ano, que o clima eleitoral deve afetar os trabalhos de alguma maneira. "Esse ano é de eleição, que possamos respeitar um ao outro nesta Casa. Tem vereador que nunca apareceu na comunidade, e agora está lá. É o 'vereador Copa do Mundo', só vem de quatro em quatro anos. Pensem duas vezes antes de querer fazer graça nas comunidades. E de minha parte podem contar. Não irei a lugar nenhum desrespeitar vocês desta Casa", declarou o vereador Denninho Silva (Cidadania).
O vereador Wanderson Marinho (PSC) também pediu cautela. "Esse é um ano bastante atípico, que terá vários movimentos, devido à eleição, e a reflexão que faço é para não deixarmos de cumprir nossos objetivos, que é legislar, fiscalizar. Cumprir aquilo que cidade nos confiou, que é prestar um serviço de qualidade. Que possamos produzir muito mais do que em 2019 e fazer entregas à sociedade", afirmou.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Votação do fim da escala 6x1 na CCJ do Senado
Veja como votaram senadores do ES na PEC pelo fim da escala 6x1 em sessão na CCJ
André Stein e Renato
André Stein disputa Sul-Americano de vôlei de praia e foca em mais uma olimpíada
Eduardo Moscovis traz monólogo sobre violência e os limites entre vítima e algoz
Eduardo Moscovis traz peça “O Motociclista no Globo da Morte” ao ES; saiba mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados