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Contrangimentos

Diretor-presidente do Idaf-ES é agredido durante reunião em Brasília

Mário Louzada, acabou tendo o braço torcido e os óculos quebrados por seguranças que trabalhavam no local

Publicado em 21 de Março de 2019 às 20:26

Lais Magesky

Publicado em 

21 mar 2019 às 20:26
Reunião do Conama na quarta feira (20), em Brasília Crédito: Divulgação

A 1ª Reunião de Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sob o governo Jair Bolsonaro foi marcada por uma grande confusão, e o diretor-presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf-ES), Mário Louzada, acabou tendo o braço torcido e os óculos quebrados por seguranças que trabalhavam no local nesta quarta-feira (20), em Brasília.

O colegiado é presidido pelo ministro do Meio Ambiente, que, atualmente, está a cargo de Ricardo Salles. Cerca de 100 membros de órgãos federais, estaduais e municipais do empresariado e sociedade civil participam do grupo.

Procurado pelo Gazeta Online, Mário Louzada disse, por meio de nota, que repudia a forma agressiva com que foi tratado pelos seguranças que atuavam no Ministério do Meio Ambiente.

Ele informou que, desrespeitando o regimento interno do Conama — que garante a participação de todos os suplentes na reunião — os seguranças o impediram arbitrariamente de entrar na sala, conduzindo-o à força para outro espaço. 

Louzada, que há 14 anos frequenta o Conama, lamenta que o respeito à diversidade de ideias e ao ambiente harmônico, presentes nas edições anteriores, não tenham sido preservados
Parte da nota oficial enviada ao Gazeta Online

De acordo com reportagem da Folha, já na entrada do evento, os participantes tiveram uma surpresa ao perceber que apenas os conselheiros titulares ou suplentes — na ausência do titular — poderiam participar da reunião. Os demais chegaram a ser barrados e conduzidos para uma sala, onde poderiam acompanhar, porém, via telão.

Em entrevista ao jornal, a secretária-executiva da Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão, Ana Cristina Fontoura, também apontou que isso fere o regimento interno do Conama. "Isso fere o regimento interno do Conama, que reza que todos têm direito a voz, titular ou suplente. Se têm direito a voz, tinham de estar na reunião", disse.

O artigo 7º do regimento diz: “Nas reuniões do Plenário, terá direito a voto o conselheiro titular do órgão ou entidade ou, na ausência deste, um de seus suplentes, todos com direito a voz”. 

O Gazeta Online também acionou o Ministério do Meio Ambiente para comentar o caso, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

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