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Apesar de Bolsonaro

CUT é recebida por Mourão e critica reforma previdenciária

Para a entidade sindical, historicamente ligada ao PT, a criação de um regime de capitalização, uma espécie de poupança do contribuinte para financiar sua própria aposentadoria, será prejudicial

Publicado em 07 de Fevereiro de 2019 às 16:56

Publicado em 

07 fev 2019 às 16:56
Com resistência de Bolsonaro, CUT é recebida por Mourão e critica reforma previdenciária Crédito: André Coelho | Agência O Globo

Com a resistência do presidente Jair Bolsonaro, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) foi recebida nesta quinta-feira (07) pelo vice-presidente Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto, e fez críticas à reforma previdenciária elaborada pela equipe econômica do novo governo.

Para a entidade sindical, historicamente ligada ao PT, a criação de um regime de capitalização, uma espécie de poupança do contribuinte para financiar sua própria aposentadoria, será prejudicial para a classe trabalhadora.

"Nós queremos organizar os trabalhadores para a resistência, porque os seus direitos estão sendo retirados", disse o presidente da central sindical, Vagner Freitas. "Não existe democracia sem que os trabalhadores tenham legislação que os protejam", acrescentou.

A CUT pediu audiência com o general da reserva quando ele assumiu a função de presidente interino, na semana retrasada. Em uma gestão ainda fechada, Mourão tem feito uma espécie de contraponto ao presidente e recebido setores da sociedade tanto entusiastas como críticos ao novo governo.

Em 2017, quando ainda era pré-candidato à sucessão presidencial, Bolsonaro viajou aos Estados Unidos e cancelou a participação em evento na Universidade George Washigton, na capital americana. Segundo ele, o motivo era o fato do organizador, Mark Langevin, já ter tido ligação com a CUT.

Em novembro, Freitas chegou a dizer que não reconhecia Bolsonaro como presidente. Em janeiro, no entanto, ele assinou carta com outros dirigentes de centrais sindicais pedindo diálogo com a atual gestão.

Na porta do gabinete da Vice-Presidência, Freitas disse que veio buscar informações sobre a proposta de mudança das aposentadorias e disse não concordar com a iniciativa caso ela mantenha o regime de capitalização.

Segundo ele, Mourão o aconselhou a debater o tema no Congresso Nacional.

"Esse desenho é um desenho que nós conhecemos e favorece o capital financeiro nacional e internacional. Ele tira direitos dos trabalhadores, impede que você tenha aposentadoria e, mais que isso, impede que você tenha benefícios e assistência social", criticou.

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