Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Proibido por lei federal

Câmara de Santa Leopoldina aprova reajuste para prefeito, vice e vereadores

Proposta prevê aumento já em janeiro de 2021, mas lei federal congela salários até dezembro do ano que vem. Após A Gazeta questionar o projeto, presidente da Casa disse que pode recuar

Publicado em 14 de Agosto de 2020 às 17:29

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 ago 2020 às 17:29
Câmara Municipal de Santa Leopoldina
Câmara Municipal de Santa Leopoldina aprovou projeto por quatro votos a dois. Falta o prefeito sancionar ou vetar Crédito: Divulgação
A Câmara Municipal de Santa Leopoldina aprovou, na última quarta-feira (12), um projeto de lei que altera os salários de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores a partir de janeiro de 2021. O ajuste mais expressivo foi nos vencimentos do próximo vice, que deve receber 15% a mais do que está fixado hoje. Isso se o projeto for sancionado e, assim, passar a valer.
O texto prevê um ajuste de 2% no salário do prefeito. Atualmente, o chefe do Executivo, Vavá Coutinho (PSB), ganha R$ 12.200, enquanto o próximo prefeito ganharia R$ 12.500. Vavá é pré-candidato à reeleição.
No caso dos vereadores e secretários municipais, o ajuste seria menor que 1%. Atualmente os parlamentares ganham R$ 4.562 e os secretários, R$ 3.978. A maior diferença seria no subsídio de vice-prefeito, que sairia de R$ 6.047 para R$ 7.000, um ajuste de 15,7%.
O texto aprovado é de autoria da Mesa Diretora da Câmara e aguarda análise e sanção do prefeito Valdemar Luiz Horbelt Coutinho (PSB), o Vavá.

O QUE DIZ A CÂMARA

O presidente da Câmara, Sergio Lago (PDT), defendeu de forma efusiva o projeto durante a sessão, inclusive manifestando que, se pudesse votar, acompanharia o voto dos parlamentares que fossem a favor da proposta. O presidente da Mesa vota apenas quando há empate.
O projeto foi aprovado por quatro votos favoráveis e dois contrários. Apenas os vereadores Vanisio Helmer (Cidadania)  e Ângela Maria (PSDB) votaram contra a proposta.
Inicialmente, quando procurado pela reportagem de A Gazeta, Lago afirmou que a Casa votou o projeto confiando em pareceres jurídicos e reafirmou que o reajuste não é ilegal.
Algumas horas depois, no entanto, o parlamentar mudou a resposta e disse que o projeto, que já está na prefeitura, deve voltar à Câmara. Uma nova proposta será discutida para manter os salários como estão. 
“Conversando com alguns vereadores e nosso jurídico, nós resolvemos avaliar a matéria mais uma vez, não entendendo que há ilegalidade, mas para evitar desgastes futuros com o Ministério Público de Contas. Vamos pegar o projeto para uma nova análise e provavelmente estaremos mantendo os salários atuais”, disse.
Durante a sessão do dia 12, os parlamentares pediram, ainda, que o prefeito envie um projeto de lei para reajustar em 4% os salários de todos os servidores. Lago chegou a dizer que isso dependeria apenas do poder Executivo, ignorando a vedação imposta por lei federal.

O QUE DIZ A PREFEITURA

A prefeitura de Santa Leopoldina respondeu, por nota, que o projeto chegou à prefeitura nesta sexta-feira (14) e será analisado nos próximos dias.
Quanto ao projeto que prevê aumento de todos os servidores municipais, a prefeitura afirma que a proposta não foi encaminhada para a Câmara porque ainda está em fase de análise.

O QUE PODE ACONTECER

Especialistas ouvidos, em maio, por A Gazeta afirmam que gestores que concederem aumentos durante o período vedado pela lei federal podem sofrer sanções administrativas - como ações de improbidade administrativa, que podem levar a perda do cargo - e até penais. O Ministério da Economia, por nota, informou que o município deverá se submeter ao Tribunal de Contas e está “sujeito a legislações correlatas”.
Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) afirmou, via assessoria de imprensa, que só pode apurar os fatos se for provado por meio de denúncia ou se a auditoria técnica identificar as irregularidades. Neste caso, se não houver denúncia, o Tribunal só pode investigar o caso no ano que vem, quando o ajuste de salários for percebido nos relatórios.
O Ministério Público do Estadual foi procurado, mas até a publicação deste texto não se manifestou.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Empresários do ES cobram qualificação profissional e aumento da produtividade em carta a Ferraço
Pudins inspirados nas festas juninas da confeitaria Alê do Pudim
Pudim de milho, gelato de pipoca e até tapioca brûlée nos cardápios juninos do ES: veja lista
Urologista Carlos Alberto Emerich Gomes morreu aos 81 anos
Morre o urologista Carlos Alberto Emerich Gomes, aos 81 anos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados