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Audifax diz ser vítima de tentativa de golpe de presidente da Câmara

Em coletiva realizada na tarde desta terça-feira, o prefeito da Serra disse ainda que o crime organizado quer ressurgir através da chefia do legislativo municipal

Publicado em 02/04/2019 às 21h09
Maior liderança do Rede no Estado, o prefeito da Serra, Audifax Barcelos, não manifestou apoio a Gustavo de Biase. Crédito: Gazeta Online
Maior liderança do Rede no Estado, o prefeito da Serra, Audifax Barcelos, não manifestou apoio a Gustavo de Biase. Crédito: Gazeta Online

O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede) afirmou nesta terça-feira (02) que está sendo vítima de uma tentativa de um golpe do presidente da Câmara de Vereadores, Rodrigo Caldeira, do mesmo partido, para tirá-lo do poder no município. Em coletiva realizada na tarde desta terça-feira, Audifax disse, inclusive, que o crime organizado quer ressurgir através da chefia do legislativo municipal. Por isso, o prefeito solicitou segurança pessoal ao governador Renato Casagrande (PSB) e disse que enviou informações para apuração de órgãos de controle e de polícia no Estado. Ele não deu detalhes sobre as informações e sobre quais órgãos foram acionados.

“Entreguei os nomes que fazem parte para esses órgãos, quem está por trás disso. Mostrei um organograma dentro da presidência da Câmara que diz respeito ao crime organizado. Tudo isso que eu estou falando para vocês, e outras coisas mais, eu entreguei para órgãos de controle desse Estado. A minha expectativa e esperança é que tudo isso seja apurado e colocado às claras no devido tempo. Não por mim, mas sim por vários órgãos de controle”, disse.

Oito procedimentos de investigação foram abertos por parlamentares em sessão do último dia 25 para apurar supostas irregularidades na gestão do prefeito, apontadas por uma denúncia protocolada na Câmara Municipal. Os processos poderiam resultar no impeachment, em caso de irregularidades. No entanto, uma decisão cautelar da Vara da Fazenda Pública da Serra suspendeu todos os procedimentos pelo fato de a Câmara não ter seguido ritos que seriam necessários para a abertura dos mesmos.

Segundo Audifax, tais processos foram instaurados após ele ter se negado a conceder à Câmara o poder de interferência na licitação de uma parceria público-privada para a contratação de serviços de limpeza urbana da cidade, a chamada PPP do Lixo. O prefeito da Serra também diz ter se negado a pagar uma dívida já prescrita da prefeitura com uma empresa, cujo nome não foi revelado.

O OUTRO LADO

Procurado pela reportagem, Rodrigo Caldeira nega todas as acusações feitas por Audifax. Ele afirmou que no caso da PPP do Lixo, os vereadores revogaram o projeto de Lei após constatarem um aumento no valor pago pelo serviço.

“Hoje, para os serviços de recolhimento de lixo nós pagamos R$ 54 milhões/ano, com a PPP nós pagaríamos R$ 80 milhões/ano. Então, nós revogamos a PPP. É por isso, por esse motivo que nós revogamos o projeto da PPP. Não teve negociações, não teve pedidos”, disse.

Presidente da Câmara Municipal da Serra, Rodrigo Caldeira (Rede). Crédito: José Carlos Schaeffer
Presidente da Câmara Municipal da Serra, Rodrigo Caldeira (Rede). Crédito: José Carlos Schaeffer

Quanto as afirmações sobre crime organizado, o presidente da Câmara rebate e diz que o objetivo é fiscalizar o executivo.

“Crime organizado vem de lá. Se ele não tivesse medo, deixa nós fazermos. Nós abrimos a CPI para apurar fatos. Torcemos para que não tenha nada, torcemos. Porque se não tiver nada, nós vamos bater palma. Não tem nada, mas se tiver, que pague. Então, hoje, porque nós abrimos uma CPI nós viramos bandidos? Da noite para o dia nós viramos bandidos? 16 vereadores, pais de família, cidadãos de bem, maioria cristãos, é bandido porque tá fiscalizando o executivo?”, questionou.

A CPI citada pelo presidente da Câmara é a CPI da Saúde, aberta na Casa para investigar a existência de possíveis fraudes e irregularidades em contratos firmados pelo município. A primeira reunião acontece nesta quarta-feira (02). Questionado sobre a CPI, o prefeito afirmou que “toda e qualquer apuração tem que ser feita. Mas de forma honesta, íntegra, e correta”.

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