O presidente da Câmara de Nova Venécia, Victor Cremasco (DC), pediu desculpas públicas por apresentar uma proposta de concessão de abono de Natal de R$ 8,5 mil para cada servidor ativo da Casa de Leis do município do Noroeste do Espírito Santo. Cremasco também desistiu de seguir à frente com o projeto por ele assinado.
A decisão pelo recuo foi tomada após A Gazeta publicar reportagem, em 28 de outubro, sobre a proposta do abono, que havia provocado um impasse entre membros da Mesa Diretora da Casa.
Em mensagem divulgada nesta quinta-feira (5), o presidente do Legislativo disse ter apresentado novo projeto com o mesmo tema, porém com o valor do abono 65% menor do que o sugerido inicialmente. No novo texto, ele defende bonificação de R$ 3 mil aos servidores da Casa.
“Me desculpem pelo constrangimento envolvendo o nome do nosso Poder Legislativo. Nosso intuito foi unicamente ajudar nossos servidores, com responsabilidade, autonomia e sem interferência externa, pois somos e devemos ser independentes”, disse o vereador em sua manifestação.
Quando foi revelada a existência de proposta que visava ao pagamento de abono natalino de mais de R$ 8 mil para os servidores, os demais membros da Mesa da Diretora afirmaram que não tinham sido consultados previamente sobre a iniciativa. Também consideraram o valor fora da realidade financeira do município.
Na ocasião, apesar de contar com assinatura do presidente da Câmara, o projeto encontrou resistência dos outros três integrantes da Mesa, principalmente no que se refere ao valor da bonificação.
Um dos contrários ao modelo inicial da proposta era o vice-presidente da Câmara, Felipe Barbosa (PSB), acompanhado em seu entendimento pelo primeiro-secretário, João Júnior Vieira dos Santos (PRD), e pela segunda-secretária, Regina Tosta Machado (PV).
No último dia 28 a reportagem de A Gazeta havia apurado que, para eles, a quantia estava acima da realidade do município, que tem outras prioridades.
Quando foram indagados sobre o assunto, tanto o vice-presidente quanto o secretário da Mesa confirmaram discordância com relação à quantia informada no projeto, mesmo reconhecendo a importância do reconhecimento e valorização dos serviços prestados pelos funcionários da Câmara.