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7,3 mil casos

Violência doméstica: ES tem 60 mulheres agredidas por dia

Dados de 2023 são da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) e apontam que a maioria dos casos acontece na casa das vítimas

Publicado em 20 de Maio de 2023 às 15:03

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 mai 2023 às 15:03
Jovem de 21 anos foi agredida pelo marido após confraternização de aniversário no bairro Ataíde, em Vila Velha
Jovem de 21 anos foi agredida pelo marido após confraternização de aniversário no bairro Ataíde, em Vila Velha Crédito: Fabricio Christh
Mais de 7,3 mil casos de violência contra a mulher foram registrados no Espírito Santo apenas de janeiro a abril de 2023, o equivalente a 60 mulheres agredidas todos os dias no estado. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (Sesp).
Ainda segundo a pasta, cerca de 70% dos casos ocorrem dentro da casa das vítimas e outros 16,7% acontecem no meio da rua. De acordo com os dados, são 1.825 registros oficiais de violência contra a mulher por mês, de janeiro a abril.
Os dados mostram também que a maioria dos casos ocorreram na Região Metropolitana da Grande Vitória, que abrange, além da Capital, as cidades de Vila Velha, Cariacica, Serra, Viana, Guarapari e Fundão.
Ao todo, foram 2.830 casos de violência contra a mulher apenas nessas cidades, o que corresponde a 12,8% a mais do que o mesmo período de 2022.
Questionada sobre os números, a delegada da Gerência de Proteção à Mulher da Sesp, Michelle Meira, em entrevista ao repórter Paulo Ricardo Sobral, da TV Gazeta, explicou que a violência de gênero ainda é cultural. "A violência contra a mulher, infelizmente, é uma questão cultural, que está dentro da nossa sociedade."
"Então, a gente vive dentro de uma sociedade extremamente machista, com comportamentos que as pessoas entendem que a mulher é um objeto do homem, como se não pudesse se posicionar e ter suas decisões. E, principalmente, envolvendo as decisões de término de relacionamento, quando a mulher corre mais risco"
Michelle Meira - Delegada da Gerência de Proteção à Mulher da Sesp
A delegada explicou ainda que a violência contra a mulher é multifatorial, de diferentes naturezas. "É difícil combater apenas com segurança, com educação ou só com saúde. A gente precisa de uma união de todas bases para que a gente mude a cultura, principalmente dos homens. E também que as mulheres estejam mais alertas e acreditem que podem acabar sendo mortas por aquela pessoa que é sua companheira e que é violenta", disse.

Denunciar é fundamental

A delegada destacou que é fundamental que toda a sociedade esteja unida para a realização de denúncias. 
"Se a gente sabe que a nossa vizinha, amiga ou parente está sofrendo uma violência, é importante a gente fazer uma denúncia. Existe o canal de denúncia anônima (181). Basicamente, 100% das mulheres que foram mortas em feminicídio viviam em relacionamentos que eram conturbados, as pessoas próximas sabiam, mas  a mulher não conseguia denunciar"
Michelle Meira - Delegada da Gerência de Proteção à Mulher da Sesp
Segundo Michelle Meira, muitas vezes a vítima não consegue denunciar por dependência emocional ou por acreditar que vai prejudicar o companheiro.
"É importante que haja uma rede de apoio. A gente acredita que as pessoas estão denunciando mais, e quanto mais boletins de ocorrências gerados de violência contra mulher a gente acredita que são menos casos de feminicídios consumados", disse.

Arquivos & Anexos

Delegacias da Mulher no ES

Veja onde denunciar casos de violência contra a mulher
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Com informações do g1ES.

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